16 de mar. de 2010

Itens Colecionáveis

Card Scenes from Pride and Prejudice


Vi alguns desses itens no blog da Adriana, Jane Austen Sociedade do Brasil. São cartões postais com ilustrações de C. E. Brock, dos romances Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Mansfield Park, Emma, Persuasão e Abadia de Northanger. Também incluem outros dois, intitulados Jane Austen in Bath e Jane Austen in Hampshire. vendidos pelo The Jane Austen Centre. Também se encontram à venda outros cartões intitulados "English Georgian Dress".

Address Book



No site do Jane Austen Society of Australia (JASA) também existem outros itens colecionáveis. Alguns deles são uma bela agenda de endereços, marcadores de livros e outras coisinhas. Lindas, por sinal. Pra quem quiser, é só clicar no item Regency Fair, logo no quadrinho no início da página.

9 de mar. de 2010

Brincadeira Literária


A primeira coisa que eu tenho que falar sobre esse post é que eu adorei a idéia. Procurar o primeiro livro que já se leu ou o mais velho (nem sempre é o mesmo) é realmente uma brincadeira. No meu caso, depois de um tempinho, virou uma chateação, porque eu me mudei faz um tempo e alguns livros estão encaixotados por falta de lugar pra guardar.
Quando eu li a primeira vez sobre como seria esse brincadeira, os primeiros livros que vieram a minha cabeça foram os clássicos da Disney. Algumas pessoas podem rir, mas é isso mesmo. Pensei que fosse me sentir envergonhada, mas livro é livro, não é? E essa coleção foi a primeira que eu li. Porque eu aprendi a ler com os personagens da Disney, até hoje meus favoritos. Eu ainda tenho todas as antigas coleções (em parte graças a mamãe, mas acho que nunca vou ter coragem de me desfazer de nenhuma coleção da Disney minha), e dentre elas se encontra o livro mais velho que eu tenho e que também é o primeiro que eu li. Mas na procura, não consegui achar, mas com certeza ainda tenho. É A Bela Adormecida (daquele tipo de coleção que todo mundo tem, ilustrado e com a fita cassete pra ouvir).
Então, na falta dele, fui atrás da primeira coleção de livros da Disney que eu tenho, a primeiríssima, que serviu pra despertar minha paixão pela Disney, não só a turma do Mickey, mas também pelas suas versões dos mais lindos contos de fadas.
E a coleção é essa:

Walt Disney - Uma História por Dia

Como o próprio nome já diz, é uma coleção de 365 histórias, com uma historinha para cada dia do ano, conforme o dia do ano que aparece no início de cada história. Não tem o ano, é só os nomes dos meses e os dias de cada mês.
A ordem é essa: Verão, Outono, Inverno e Primavera, já que segue as estações do ano. Mas como na época em que ganhei não tinha muita noção e achava que a primeira estção do ano era a primavera e a última, o inverno, não segui a ordem. Aliás, eu sequer esperei os dias irem passando, li a coleção em uma semana. A mamãe até hoje fala que se ela soubesse que eu ia fazer isso, ela ia esconder os livros pra que eu seguisse realmente a proposta de "uma história por dia". E é exatemente por isso também que até hoje toda a minha família me chama de traça.


Sinopse:
Não há exatamente uma sinopse pra cada livro. São historinhas com personagens Disney (Turmas do Mickey e do Pato Donald e personagens dos clássicos filmes da Disney como Merlin, Arthur, Bela Adormecida, Bela e a Fera, Os Sete Anões, Bambi, Alice, Peter Pan e por aí vai), sendo que acompanhando as estações do ano: aventuras ensolaradas no livro Verão (21 de Dezembro-19 de Março), histórias saborosas como os frutos maduros no livro Outono (20 de Março-20 de Junho), aventuras no gelo no livro Inverno (21 de Junho-21 de Setembro) e histórias floridas e românticas no livro Primavera (22 de Setembro-20 de Dezembro).


Minha paixão por leitura (e o motivo do apelido "traça") começou...
Quando eu era pequena. Bem pequena. Tá certo que a gente começa a ler na alfabetização, mas acho que desde antes disso eu já tinha interesse por certos livrinhos coloridos e ilustrados (nesse caso, a enorme coleção de gibis do meu pai da Disney. Ele tinha muitos almanaques Disney, e hoje são todos meus). Não consigo me lembrar de uma época da minha vida em que eu não soubesse ler. Minhas lembranças são todas a partir do momento em que eu tive um gibi pra ler. Depois vieram as grandes coleções. Sobre tudo. Eu lia tudo. Primeiro sobre a Disney, todas compradas pela minha mãe, em dose dupla (ela não queria começar uma desigualdade entre filhas por ser só eu interessada em leitura, minha irmã era mais ativa). Depois as coleções sobre animais (a primeira que eu tive foi uma que meu pai me deu e que me levou a pensar que seguiria alguma profissão ligada a animais. Ledo engano). Até meus livros de faculdade e literatura de consumo atuais. Todas as coleções eu tenho, desde a Disney. Não me desfaço de nada. Não tenho coragem.
Livro é livro. Sou bibliófila, mas sempre leio todos os livros que tenho, nem que seja só uma vez ou por curiosidade.

4 de mar. de 2010

Charles Edmund "C.E." Brock

Como eu mencionei as ilustrações de C.E.Brock no post passado, agora resolvi falar um pouco sobre o próprio.
Charles Edmund Brock (1870-1938), ou C.E. Brock, nasceu em Holloway, Londres. Era o mais velho de quatro irmãos também artistas, incluindo Henry Matthew Brock, com quem dividiu um estúdio. Mais conhecido por suas ilustrações dos livros de Jane Austen, iniciou seus trabalhos de ilustração aos 20 anos de idade. Também ilustrou os livros de Jonathan Swift, William Thackeray e George Eliot.
Quem quiser dar uma olhada na lista dos livros ilustrados por cada um dos irmãos, é só clicar abaixo (direto para o Jane Austen's World):
Charles Edmund Brock
Henry Matthew Brock
Quem quiser ver mais das ilustrações de C.E. Brock, o Solitary Elegance, da Heather Laurence, disponibiliza as ilustrações dele para cada livro de Austen. Vale a pena dar uma olhada, são lindas. É só clicar.
Somente as ilustrações de Pride and Prejudice ainda não disponíveis.

Jane Austen E-Cards

Uma indicação do Jane Austen em Português.
No blog Austenfans estão disponíveis alguns e-cards das ilustrações de C.E.Brock dos livros de Jane Austen: Persuasão, Mansfield Park, Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Emma e Abadia de Northanger.
Clicando na imagem acima, vc vai pra página do blog onde estão disponíveis os links que direcionam aos livros. Aí é só você escolher qual livro e qual imagem e mandar o cartão pra quem você quiser.
Particularmente, gostei de todos. E até matei minha curiosidade sobre as ilustrações de C.E. Brock, sobre as quais os fãs mais ardorosos de Austen tanto falam.

24 de fev. de 2010

Desafio Literário - Fevereiro: Confissões de uma Irmã de Cinderela (Gregory Maguire)


Tema: Um livro que nos remeta aos contos de fada

Mês: Fevereiro

Título: Confissões de uma Irmã de Cinderela

Autor do livro: Gregory Maguire

Editora: José Olympio

Nº de páginas: 329

O livro é sobre...
Todos nós já ouvimos a história de Cinderela, a bela criança transformada em escrava e renascida das cinzas. Mas e suas irmãs de criação, as duas exiladas na ignomínia pela fala da amável filha de seu padrasto? Qual destino é guardado àqueles desprovidos de beleza? E que maldições acompanham a bela aparência? Contextualizada na Holanda do século XVII, "Confissões de uma Irmã de Cinderela" conta a história de Íris, uma heroína peculiar que sai das ruas de Haarlem para um estranho mundo de riqueza, artimanhas e ambição. Seu caminho cruza-se com o de Clara, a menina misteriosa e assustadoramente bonita destinada a se tornar sua irmã. Enquanto Clara se refugia nas cinzas do acolhimento da família, Íris sai em busca dos obscuros segredos de sua nova casa e da traiçoeira verdade de sua antiga vida.

Eu escolhi este livro porque...
Sinceramente, nem eu sei. Desculpem, é a verdade. Até descobrir sobre o Desafio e saber que o tema do mês de fevereiro seria “Um livro que nos remeta aos contos de fada”, eu nunca tinha ouvido falar nem do livro nem do autor. Eu tinha que escolher um livro porque queria muito participar do Desafio, então... Pesquisando no Google e também em blogs dos participantes, me deparei com essa indicação. Li a sinopse e confesso que não me chamou a atenção, mas era o único que tinha. Aí ficou.

A leitura foi...
Estranha. Interessante. Não tem absolutamente nada a ver com as histórias baseadas no conto da Cinderela que se vê por aí. Confesso que quando comecei a ler, tinha duas Cinderelas na cabeça: a da Disney e a do filme "A Nova Cinderela". Acho que por isso me decepcionou um pouco.
O livro é, de um certo modo, complexo. Gostei porque se passa na Holanda, sai do cenário europeu mais conhecido (Inglaterra, por exemplo). Descobre-se quem narra a história no final, o que para mim foi uma surpresa. Mesmo que eu suspeitasse de um personagem-narrador, jamais pensaria que fosse quem é. Tenho umas pequenas colocações acerca da história, o que eu espero que não conte a história em si. São fatos que merecem destaque. Eis alguns:
a) ainda no início da história, pensei que o príncipe aparecia. Não deixa der ser um dos “heróis românticos”, mas definitivamente não é o príncipe; b) a Cinderela vira gata borralheira por escolha própria; c) as “irmãs feias”, uma delas em especial, fazem o papel da fada madrinha e arrumam a Cinderela para o baile; d) a Cinderela sabe que é bonita, mas está longe de considerar isso uma coisa boa; d)a madrasta não parece tão má, e só depois percebe-se a verdade (mas só um pouco, já que a verdadeira maldade dela não parece ser tão certa no final).
Tudo isso me faz questionar o cerne da história, o objetivo. O que essa história quer mostrar? Que a beleza não importa? Que é um fardo pra quem tem? Que existe gente que adoraria ter, apesar do aspecto negativo da situação (porque existe esse aspecto, e o livro mostra desde o início).
Indico, apesar de ter certeza que, fora algumas citações, eu não vou ler de novo.

A nota que eu dou para o livro:
4-Bom.