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19 de jan. de 2016

Tributo a Alan Rickman, meu eterno Coronel Brandon

FELIZ 2016!!!!!! 
Peço desculpas pelo atraso, já que o ano novo começou faz mais de 15 dias, mas só agora que estou conseguindo voltar a ativa. De um jeito muito estranho, esse ano conseguiu até o momento trazer notícias boas e ruins, no que diz respeito aos fãs de Jane Austen. Da notícia boa eu falo em outro post, Primeiro, preciso fazer uma singela homenagem a um ator fantástico.


A notícia ruim, e que me pegou e a todos completamente desprevenida, foi a notícia de falecimento do ator Alan Rickman, nosso eterno (e o melhor, na minha opinião) Coronel Brandon. O ator faleceu após uma longa luta contra o câncer no dia 14 de janeiro aos 69 anos. Um ator carismático, ele se tornou marcante em suas atuações pelo talento e pela bela voz, e marcou minha adolescência com sua atuação apaixonante em Razão e Sensibilidade (1995) como Coronel Brandon e nos filmes de Harry Potter, como o odiado professor de poções, Severo Snape. Descanse em paz.

18 de nov. de 2012

Aprendi com Jane Austen (William Deresiewicz)


Título: Aprendi com Jane Austen: como seis romances me ensinaram sobre amor, amizade e as coisas que realmente importam.
Autor: William Deresiewicz
Editora Rocco, 254p.

Aos 26 anos, William Deresiewicz conheceu Jane Austen, por acaso. Ele nunca havia sequer cogitado a idéia de ler qualquer obra que fosse da autora, mas quando aconteceu, ele não parou mais. William estava escrevendo sua especialização, ainda vivendo com o pai, quando travou o primeiro contato com a autora. E o resultado foi, segundo ele mesmo, surpreendente. No inicio, o “relacionamento” era puro desconfiômetro, mas a medida que a leitura foi evoluindo, o autor percebeu que podia aprender muito com Jane Austen. Ao mesmo tempo em que ele narra momentos marcantes de sua vida, como a saída da casa do pai, William vai descrevendo cada obra de Austen, observando que os livros dela ensinavam a lidar com as pessoas ao seu redor e ensinando o que realmente valia a pena aprender. Cada lição de vida que ele encontrava nos romances é pontuada por experiências próprias. Com Emma, ele aprende uma nova forma de encarar o cotidiano. Orgulho e Preconceito, bastante detalhado, fez o autor reavaliar certas concepções, a leitura de A abadia de Northanger ocorre ao mesmo tempo em que ele descreve o relacionamento com seu nada convencional orientador. Mansfield Park o ensina a importância de ser autêntico. Persuasão o ensina a ver onde estão os amigos verdadeiros e Razão e Sensibilidade o ajuda a encontrar o amor verdadeiro.

Esse livro vale muuuito a pena. Como o autor (quando conheceu com Jane Austen), eu estava desconfiada em relação a ele, achando que era mais um relato de fã. Longe disso. Apesar de William ter se tornado fã de Austen, o livro começa falando que ela começou a ler suas obras por pura e simples obrigação. Só esse início já vale a pena, porque me mostrou o quanto nós nos enganamos ao ler algo novo já com “quatro pedras na mão”. A continuidade da leitura dos romances foi ensinando a ele novas percepções de vida, e a mim também. Através de suas observações, eu percebi coisas que antes me passaram despercebidas, apesar de já ter lido os romances várias vezes. Seu encantamento com Jane Austen fica visível na descrição de Mansfield Park, talvez o livro que mais o tenha ensinado (a mim também). Com cada livro, personagem e situação, ele aprende lições de vida importantes. Porque a autora aborda temas que sempre terão relevância para nós, este livro é totalmente indicado aos fãs, e principalmente aos não-fãs, de Jane Austen.

15 de jul. de 2012

Emma Thompson - The Sense and Sensibility Screenplay & Diaries


Título: The Sense ans Sensibility screenplay & diaries
Autora: Emma Thompson
Editora Newmarket, 288 p.

O livro do making of da adaptação cinematográfica Razão e Sensibilidade, de 1995. Este livro, na verdade, não é exatamente sobre o making of. Ele fala dos atores e da adaptação do livro, mas o foco central é o diário da atriz Emma Thompson, a Elinor, onde ela fala dos dias de gravação de uma maneira bastante divertida. Um dos momentos engraçados:

“MONDAY 22 MAY: Up early to leave. Walked out of my bedroom to find my fat face outside every bedroom door on the Cannes Newsletter. A surreal and essentially unpleasant moment.”

O livro também mostra algumas fotos que, mesmo em preto e branco, não desfavorecem o livro. Alguns apêndices (contendo, dentre outras coisas, uma carta de Imogen Stubbs para Elinor) completam a obra.

Um livro bastante indicado. Emma Thompson é engraçada, ver os dias de gravação da perspectiva dela foi muito bom, além de descobrir algumas curiosidades do filme. Uma leitura leve para os fãs mais adoradores de Jane Austen. Recomendado.

11 de jun. de 2012

Jane Austen games

Matchmaker screenshot. Fonte: Jane Austen's Games.

Achei um site sobre jogos ambientados no mundo de Jane Austen. Existem lá dois jogos, Matchmaker, um jogo de estratégia, e Solitaire, um jogo de cartas. Eles também anunciam Jane Austen’s party, um jogo sobre as festas na época de Jane Austen.


Banner Solitaire. Fonte: Jane Austen's Games.

Muito legal. Eu já havia observado que não existem muitos jogos ambientados ou inspirados por Jane Austen e sua obra. Sendo fã de Tolkien e ciente da quantidade de RPG que existem sobre a Terra-média, considerava uma falta com Jane Austen. Agora parece que estão suprindo essa ausência.
Também achei no Jane Austen Reviews algumas palavras cruzadas, de Razão e Sensibilidade e Abadia de Northanger. Bem fáceis e divertidas.

3 de jun. de 2012

Revista Jane Austen Portugal – Edições 12 e 13


Mais edições da Revista Jane Austen Portugal. A edição 12 aborda a questão da figura materna em Razão e Sensibilidade.


Enquanto a edição 13 fala sobre o destino das irmãs Bennet.


Para fazer o download, basta clicar aqui e aqui.

21 de abr. de 2012

Razão e Sensibilidade – edição comemorativa


Um achado na Livraria Cultura! Saiu a edição comemorativa do bicentenário de Razão e Sentimento, tradução de Ivo Barroso. Edição ilustrada por Hugh Thomson e recheada de extras, só está a venda na Livraria Cultura. Louca pra por as mãos nessa edição.

12 de jan. de 2012

The many lovers of Jane Austen


Para marcar o 200º aniversário da publicação do primeiro romance de Jane Austen, Razão e Sensibilidade, a professora Amanda Vickery, uma das maiores cronistas da Inglaterra georgiana, explora a popularidade da autora e o que nos atrai em sua ficção hoje em dia no documentário The Many Lovers of Jane Austen.
Quem quiser pode assistir online no Novamov ou no Videozer.

31 de out. de 2011

Bicentenário de Razão e Sensibilidade


Ontem, dia 30 de outubro de 2011, comemorou-se os 200 anos de Razão e Sensibilidade de Jane Austen, segundo o site This Day in History.

Aproveitando o ensejo, aproveito para informar que o guia bibliográfico de Jane Austen está sendo finalizado. Meu objetivo era liberá-lo no dia exato do aniversário de Razão e Sensibilidade, mas acabei descobrindo a data só hoje. Então, não vai demorar muito mais. O guia de J. K. Rowling já foi liberado no início do mês de outubro, então o de Jane Austen será liberado agora no início de novembro.
Essa foi mais uma indicação pra lá de valiosa do Jane Austen Brasil.

4 de jun. de 2011

Revista Jane Austen Portugal - Edição 4

Saiu mais uma edição da Revista Jane Austen Portugal, abril/2011. Desta vez, a revista se dedica a Razão e Sensibilidade ou Sensibilidade e Bom Senso (em Portugal).


Para fazer o download, é só clicar na imagem.

22 de jan. de 2010

Jane Austen mashups

Zanzando pelo google (o que eu adoro fazer) em busca de algum livro novo pra ler, dei de cara com uns livros cujas histórias são derivadas das obras de Austen. Procurando mais, achei as informações no Jane Austen em Português. São eles:

Pride and Prejudice and Zombies (Orgulho e Preconceito e os Zumbis)
Seth Grahame-Smith


Mas do que se trata? Elizabeth Bennet e suas irmãs se tornam zumbis e aprendem a lutar como ninjas por Mr. Darcy. A outra piada é que querem transformar ISSO em filme, com Natalie Portman como Elizabeth.

O engraçado é que esse livro vai ter continuação.
Pride and Prejudice-Dawn of the Dreadfuls
Steve Hockensmith



Existem outros lançamentos com essa temática "dark" (ou temática nada a ver...)
Sense and sensibility and sea monsters (Razão e Sensiblidade e Monstros Marinhos)
Ben H. Winters


Northanger Abbey and Angels and Dragons (Abadia de Northanger e Anjos e Dragões)
Vera Nazarian


Mansfield Park and Mummies(Mansfield Park e as Múmias)
Vera Nazarian


Mas o que mais me chamou a atenção foi o Mr Darcy, Vampyre , de Amanda Grange. Segundo ela, o livro é uma mistura de Orgulho e Preconceito com o seriado Buffy, a Caça-Vampiros. Um resumo de Camila D., no blog Liquid Dreams of...:



Darcy é vampiro, tem medo de consumar o casamento porque alguém lhe disse no dia da cerimónia que, se calhar, sexo é capaz de ser um método, alternativo à dentada, para transformar alguém em vampiro e por isso, decide viajar pelos seus amigos vampiros da Europa para validar essa ideia, uma vez que não quer ver Lizzie transformada em vampira (sabe-se lá porquê! se gosta tanto dela, vivam os dois para sempre).
Entretanto, são perseguidos não se sabe bem porquê ou por quem, as dicas do vampirismo de Darcy são mais que muitas, mas Lizzie não dá conta de nada (incluindo as transformações nocturnas em morcego), e quando finalmente surge a revelação, vem associada a uma possibilidade de converter a "maldição" e de voltar a ser mortal.
Em vez de oferecer a Lizzie a vida eterna, Darcy decide descer a umas grutas por baixo de uns templos que ficam mesmo ali ao lado de uma das cabanas de caça que este possui quase a cada esquina e, num estranho e muito mal "amanhado" ritual com muito pouco rito, deixa de ser vampiro e passa a viver com Lizzie como mortal.
As limitações das famílias de vampiros chegam quase a ser hilariantes, como o caso de Darcy que fica transparente (!?) durante o nascer e o pôr do sol (isto levanta alguns problemas no que toca à mais recente adaptação do P&P no cinema, para quem se lembra da cena final!).
Já para não dizer que, de repente, Lizzie passou a ter uma beleza avassaladora para toda a gente quando antes era só engraçada. O que diriam eles de Jane, referida por TODOS em P&P como sendo a mais bela das irmãs...


Quem se interessar, pode dar uma olhada no site da autora (é só clicar no link ao lado, Amanda Grange).
Pessoalmente, nem sei o que dizer. Parece engraçado, mas...
Não dá. Não dá. Não dá MESMO!
Vampiros, zumbis na Inglaterra do século XIX ainda vá lá. Mas misturar com os livros de Jane Austen, que eu amo tanto, sem condições!!!!!!!

12 de jan. de 2010

Jane Austen





Razão e Sensibilidade foi o primeiro livro publicado de Jane Austen. Em 2011, comemoraram-se os 200 anos de seu lançamento. O livro mostra, através do comportamento de duas irmãs, como virtudes podem ser recompensadas e questionamentos morais são levantados, além de abordar a necessidade de se manter um equilíbrio entre razão e emoção. Orgulho e Preconceito, segundo romance publicado e livro mais conhecido da autora, mostra o preconceito causado pelas primeiras impressões e como o conhecimento de si mesmo pode prejudicar (ou não) os julgamentos feitos aos outros. Mansfield Park mostra o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior. Em Emma, a autora apresenta ao leitor uma heroína que, em pleno século XIX, não se preocupa em arranjar um casamento para si. N'A Abadia de Northanger, os excessos que beiram os romances góticos são ironicamente criticados. Em Persuasão, seu último romance, é apreciado como uma história de amor simples, considerado um apanágio ao homem de iniciativa. 


Em suas obras, Jane Austen critica a sociedade de sua época. Com humor e ironia, ela retrata a condição social feminina no século XIX; mostra as controvérsias do ser humano; discute questões sociais; aborda as questões do amor, do desejo reprimido e da sensualidade aprisionada; expõe as sutilezas das relações entre nobres insensíveis, uma classe média ambiciosa e o casamento como meio de enobrecimento. Suas obras são clássicas e refletem temas que, ainda hoje, são relevantes. Um acima de todos: a necessidade de homens e mulheres de encontrarem a sua identidade e fazerem suas próprias escolhas, ainda que a sociedade tente transformá-los em seres dependentes e preconceituosos.