29 de jun. de 2010

Desafio Literário - Junho: Fala sério, mãe! (Thalita Rebouças)


Tema: Escritora brasileira

Mês: Junho

Título: Fala sério, mãe!

Autor do livro: Thalita Rebouças

Editora: Rocco

Nº de páginas: 176

O livro é sobre...
Que ser mãe é padecer no paraíso a sabedoria popular já tratou de espalhar para todo o mundo. Mas... e quanto aos filhos? Será que não vivem lá o seu quinhão de martírio nessa relação?
Em Fala sério, mãe!, a autora Thalita Rebouças, com seu bom humor costumeiro, apresenta os dois lados da moeda. Ao longo do livro são descritas as queixas e alegrias da mãe coruja, e um tantinho estressada, Angela Cristina, em relação à filha primogênita Maria de Lourdes, a Malu, assim como as teimosias e o sentimento de opressão desta em função dos cuidados, muitas vezes excessivos, de sua genitora.
Fala Sério, Mãe! chega às livrarias em novembro e deve repetir o sucesso de Tudo Por um Pop Star.
Para retratar os dois pontos de vista, a autora lança mão do seguinte expediente: a primeira parte do livro, da gestação de Maria de Lourdes até seus 13 anos, é narrada pela mãe, que, então, passa a palavra à filha de uma forma bastante inteligente e sensível: "É a menina cedendo lugar não à mulher, mas a uma linda mocinha. A minha mocinha (...) que se orgulha de ter idéias e ideais, que me ensina muito, diariamente, e que se expressa com clareza e coerência através de gestos, atitudes e, principalmente, palavras. É, palavras. A partir de agora, tenho certeza, ela já pode falar por si própria."
Nesse momento entra em cena a segunda narradora, a própria Maria de Lourdes, contando, de acordo com sua ótica, a relação de amor e ódio com a figura materna. Sua narração se estende até o fim da história, quando ela está com 21 anos.
No livro são descritas as habituais, e saudáveis, discordâncias existentes entre mães e filhas. As discussões entre Maria de Lourdes e Angela Cristina, às vezes sérias, outras vezes engraçadas; às vezes importantes, outras vezes irrelevantes, todas, no entanto, regadas a amor, possibilitando-lhes crescimento e amizade.
E, para fechar (ou abrir?) com chave de ouro a obra, o texto da orelha traz as duas protagonistas apresentando o livro num diálogo divertidíssimo. Ali elas dão uma palhinha do que vai ser a história: o relato da convivência, por vezes selvagem, entre criadora e criatura.

Eu escolhi este livro porque...
Eu queria ler essa coleção da Thalita. O Desafio foi a desculpa perfeita para eu pôr ele no topo da minha lista de livros que ainda vou ler.

A leitura foi...
Muito boa. O livro é divertidíssimo. Me diverti muito lendo, e não sei por quê, mas o humor desse livro é parecido com o do Veríssimo que eu li pro Desafio (As mentiras que os homens contam). Acho que é porque a Thalita, como o Fernando, fala de situações que a gente passa na nossa vida. Fala sério, mãe! É demais porque conta as expectativas da mãe desde a gravidez até a filha dela, a Malu (ela detestava Maria de Lourdes), já ser capaz de decidir sobre a sua própria vida, sem precisar da mãe. É engraçado porque pelo título a gente pensa que é a Malu quem vai narrar, mas não é. Desde o início é a mãe, até o momento em que ela vê que a filha não é mais aquela sua bebêzinha dependente dela pra tudo e diz que sua filha já pode falar por si mesma. A partir daí, a Malu começa a narrar até o final. Acho que é aos 13 anos. A narrativa fica mais divertida a partir daí, se é que é possível.
A mãe narra todas aquelas situações, na maioria das vezes constrangedoras, que ela passa (e a maioria das mães também) com sua filha. Como por exemplo, a criança soltar um pum bem barulhento no elevador e a mãe brigar com a filha, mas todo mundo pensa que ela só quer disfarçar e que está jogando a culpa na criança inocente... Ou a vez em que ela acompanhou a filha num aniversário e começou a tocar as músicas do tempo da discoteca e ela começa a se esbaldar sozinha enquanto Malu tentava se atirar num poço de tanta vergonha...
A narrativa da Malu também não deixa por menos. Ela chamando a mãe de louca quando ela planejou fazer uma viagem enorme de carro só pra aproveritar a paisagem... Também tem umas situações legais, quando as duas passam a conversar sobre homens e relações. O choque da mãe quando Malu fala sobre suas ficadas que a mãe pensa que são namoros...
Fala sério, quem nunca passou por isso com sua mãe? Eu já, várias vezes, e tenho certeza que você, leitora, também. Francamente, adorei esse livro. Não vejo a hora de ler os outros dessa coleção. Fala sério! Demais!

A nota que eu dou para o livro:
5-Ótimo (uma pena que eu não possa dar 10).

13 de jun. de 2010

Orgulho e Preconceito na Carta Capital

Achei duas notas sobre a adaptação de Orgulho e Preconceito de 2005 na revista Carta Capital.
A primeira é de 15 de fevereiro de 2006.


A outra é de 18 de julho de 2007.

8 de jun. de 2010

Iluminuras do Silmarillion

Outra notícia que achei enquanto xeretava a Dúvendor.
Um artista plástico alemão, Benjamin Harff, recentemente, elaborou uma versão com iluminuras de O Silmarillion. Para ver a notíca completa, clique aqui.


As ilustrações são lindas. Na Tolkienlibrary, encontra-se uma entrevista com ele (em inglês) e as ilustrações em alta-definição. Eu já vi e são lindas.
As ilustrações dele mostram exatamente o que o Silmarillion seria ilustrado. É uma das melhores aproximações do trabalho de Tolkien que eu já vi.

27 de mai. de 2010

Desafio Literário - Maio: O noivo da minha melhor amiga (Emily Giffin)


Tema: Chick-Lit

Mês: Maio

Título: O noivo da minha melhor amiga

Autor do livro: Emily Giffin

Editora: Nova Fronteira

Nº de páginas: 120

O livro é sobre...
Rachel White é uma jovem advogada nova-iorquina, que sempre sonhou em encontrar um grande amor.
No dia do seu aniversário de 30 anos, sua melhor amiga Darcy organiza uma festa para ela, e Rachel é surpreendida por um acontecimento inesperado: nessa noite, depois de uns drinques a mais, ela acaba na cama com Dexter Thale, o bom e velho amigo de faculdade... que está noivo de Darcy. Embora acorde determinada a deixar para trás a aventura de uma noite, Rachel se assusta ao perceber que está irremediavelmente apaixonada pelo único cara do qual deveria manter distância.
Decidido a esclarecer tudo, Dex liga para Rachel no dia seguinte. Ela fica emocionada e confusa ao ouvi-lo dizer que não estava bêbado na noite anterior e que não se sente culpado por ter traído a noiva. Os telefonemas vão se intensificando e novos encontros vão sendo marcados, numa bola de neve que leva Rachel a um beco sem seída. Nem em seus sonhos mais fantasiosos ela se imaginaria numa situação dessas. A data do casamento se aproxima, e Rachel sabe que tem de fazer uma escolha: ser leal à amiga ou aos seus próprios sentimentos.
Divertido e comovente, O noivo da minha melhor amiga traz um final de grandes surpresa, vai fazer você rir e chorar, e torcer pela amizade e pelo amor verdadeiro.

Eu escolhi este livro porque...
Sem nenhum motivo específico. O título pareceu legal e gosto de triângulos amorosos.

A leitura foi...
Boa porque a história é legal.
Ruim porque tive que ler ebook.
Chata porque a "heroína" da história vive com crise de gente complexada.
A sitação é essa. Rachel transa com o noivo, Dexter, da melhor amiga, Darcy, no dia do seu aniversário. Até aí tudo bem ela se sentir péssima. Fica aquela situação constrangedora. E ela nem sabe mais o que pensar quando Dexter diz que só ela estava bêbada e que ele não se arrepende. Conhecidos e amigos desde a faculdade, ele pensava que Rachel não queria saber dele e teve certeza disso quando ela o apresentou a sua melhor amiga e a garota supra-sumo, Darcy. A mais bonita, a que sempre teve tudo que quis... A partir daí, Rachel tenta fugir de Dexter, mas se dá conta de que está apaixonada por ele. Eles se amam e tem um caso. Ela começa a rememorar sua amizade com Darcy e a se perguntar porque a amiga teve sempre tudo o que quis sem esforço algum. Ela começa a se auto questionar e aqui começa a chatice: Rachel começa com umas crises de "patinho feio", se botando pra baixo enquanto levanta o moral de Darcy. Aliás, a gente logo vê que essa Darcy é muito insegura, sempre precisando da atençaõ geral, sempre querendo que alguém diga que ela é maravilhosa e tal... Só a besta da Rachel que não percebe.
Com Dexter afastado de Darcy e às vésperas do casamento, Rachel fica indecisa, sem coragem de colocá-lo na parede: ou ele cancela tudo ou eles acabam o caso (ele foi o maior canalha praticamente o livro todo, porque se ele não amava mais Darcy, devia acabar tudo). Ele decide manter o casamento e Rachel se afasta decidida a não dar mais nenhuma chance a ele (ela foi a maior sacana também). Mas no final do livro eu mudo um pouco de opinião sobre os dois. O porquê vocês só vão descobrir se lerem também.

A nota que eu dou para o livro:
4-Bom.

19 de mai. de 2010

Atores de Jane Austen, "Senhor dos Anéis" e "Maldição do Anel" em novo Robin Hood

Esse filme é muito bom. Sai daquela versão de Robin Hood romantizada que as pessoas conhecem. Mas não é por isso que eu resolvi postar sobre ele aqui.
Na verdade, fiquei muito feliz ao ver atores das minhas histórias favoritas que já foram adaptadas para o cinema: Cate Blanchett (Galadriel na trilogia Senhor dos Anéis) como Marion Loxley, Max von Sydow (o ferreiro que criou Siegfried do filme A Maldição do Anel) e claro, Matthew Macfadyen (Mr. Darcy de O&P 2005) como o xerife de Nottingham.
Devo dizer que adorei ver os três trabalhando juntos. Ainda mais em um filme como esse.



Cate Blanchett deu vida ao eterno amor de Robin, Marion, e graças a Deus nessa versão ela é muito mais que uma mulher indefesa. Na verdade, nem sei se em algum momento ela ficou indefesa, porque mesmo nos momentos em que a situação estava crítica, ela se saiu muito bem.


Max von Sydow interpreta o pai do soldado Robert Loxley, amigo do rei Ricardo Coração de Leão. Mais uma vez, mesmo em papel pequeno, ele consegue se sobressair. E ele pode já ter 81 anos, mas que voz.


Matthew MacFayden. O que eu posso dizer sobre esse ator? Lindo, brilhante, faz o que sabe de melhor: atuar. Quase não reconheci na caracterização desse xerife nojento, só me toquei quando ouvi a voz (e que voz....) Mais uma prova que ele atua MUUITO bem (nunca pensei que fosse conseguir olhar pra ele e ficar com nojo. Quase esqueci dele como Mr. Darcy, o que eu pensava ser impossível).

O filme é fantástico. A fotografia, as paisagens, a própria história. Uma versão mais real do herói dos ladrões. Muito indicado. Quem tiver tempo, assista.