10 de set de 2018

Amor e inocência (2007)

Aos 20 anos de idade, Jane Austen (Anne Hathaway) começa a se destacar como escritora. A jovem não tem interesse no casamento, mas seus pais planejam casá-la com um homem rico que possa lhe dar segurança social. O homem em questão é o rico sobrinho de uma nobre senhora da região, mas Jane recusa, pois quer se casar por amor. Quando ela conhece o inteligente e arrogante Tom Lefroy (James McAvoy), acaba se apaixonando, assim como ele por ela. Mas as famílias não aprovariam um romance como esse, assim eles decidem fugir, o que traria somente vergonha e miséria para ambos…


Esse filme é uma graça. Confesso que quando assisti, não fiquei muito convencida sobre Hathaway como Jane Austen, não sei se pelo sotaque ou simplesmente porque eu achava Anne muito inadequada (de que forma, não sei explicar). Já McAvoy eu gostei dele, com a pinta de arrogante. Um chamativo para esse filme é a amostra da relação entre Jane, Cassadra e o irmão Henry.


A premissa da fuga de Jane e Lefroy também me deixou com o pé atras com esse filme, mesmo sem saber muita coisa sobre a vida da escritora. O final é muito bonito e sim, tem uma licença poética que não diminui em nada o filme e completa de um jeito bem doce a história. Um filme para divertir, vale a pena para quem gosta de Jane Austen.

30 de jul de 2018

Escolhidos os escritores para a série da Amazon sobre O Senhor dos Anéis

O site The One Ring postou uma novidade sobre o série sobre O Senhor dos Anéis. A Amazon Studios liberou os nomes dos escritores que irão adaptar as variadas histórias sobre a saga do Um Anel.


Segundo a notícia (tradução minha):

"Os escritores JD Payne e Patrick McKay têm trabalhado juntos desde que se reuniram na equipe de debate do ensino médio há mais de duas décadas. Seus projetos mais recentes incluem escrever Star Trek 4 para a Paramount e o produtor J.J. Abrams, adaptando Jungle Cruise para a Disney e para as estrelas Dwayne Johnson e Emily Blunt, e montando seu roteiro de drama original de 2017, Escape com o produtor indicado ao Oscar Mike DeLuca."

No aguardo de mais notícias sobre a produção...

27 de jul de 2018

Amor & amizade (2016)

Baseado no livro Lady Susan, de Jane Austen, o filme conta a história de Lady Susan Vernon (Kate Beckinsale). Tendo se tornado viúva recentemente, Lady Susan se refugia na fazendo dos antigos cunhados, buscando se afastar das fofocas sobre seus casos amorosos. Lá reflete sobre a vida e decide arranjar um novo marido para si e um bom pretendente para a filha, Frederica (Morfydd Clark).


O filme é bonitinho, Kate Beckinsale é a exata imagem do que sempre imaginei como seria Lady Susan: bonita, afetada, descaradamente cínica. Como o livro, a história tem seus momentos cômicos e irônicos, mas isso é a única coisa que vou falar sobre a inevitável comparação entre a obra e sua adaptação. O filme cativa e a maneira como a história é apresentada é bem simples.


Lady Susan não é bem-quista por quase ninguém; a própria filha (Morfydd Clark) não aguenta as armações da mãe e se desespera quando percebe que será usada para que Lady Susan consiga o que quer. A cunhada, Catherine, não a suporta pois Susan quase impediu seu casamento, e a antipatia aumenta quando ela percebe que a viúva está conseguindo enredar em seus joguinhos de sedução seu irmão, Reginald DeCourcy (Xavier Samuel). A única pessoa com quem vemos Susan travar um bom relacionamento é sua amiga, Alicia Johnson (Chloë Sevigny). 


O que melhor pode ser dito sobre o filme é sobre a protagonista, totalmente diferente do que estamos acostumados a ver nos romances de Jane Austen. Lady Susan é completamente transgressora: ela faz das convenções sociais o que quer para alcançar seu objetivo, usa e abusa de quem quer que seja, ao mesmo tempo em que se mostrada chocada com descortesias pequenas. Aliás, essa é a maior diversão da história, a constante hipocrisia (que eu também chamo de cara de pau) da personagem acaba fazendo o espectador dar algumas risadas, principalmente nas cenas (aliás, as melhores do filme) entre Susan e Alicia. Vale muito a pena assistir.

27 de jun de 2018

ATUALIZADO - J.R.R. Tolkien: Uma Biografia em agosto nas livrarias


Finalmente voltará as livrarias a biografia de Tolkien escrita por Humphrey Carptenter. Lançado em 1977, o livro foi traduzido para o português nos anos 90. Esgotados nas livrarias, e com raros exemplares sendo vendidos a preços bem altos em sebos, é um alívio para os fãs essa edição nova pela editora HarperCollins Brasil. O livro terá acabamento especial em capa dura e tecido.

ATUALIZADO: O livro já se encontra em pré-venda nas principais livrarias online, como Amazon e Saraiva.

25 de jun de 2018

Morte em Pemberley (P.D. James)


Título: Morte em Pemberley
Autora: P.D. James
Editora Companhia das Letras, 344p.

Elizabeth e Darcy estão casados e com filhos. Apesar de ainda ter gente que se espante com a escolha de esposa feito pelo rico herdeiro, Elizabeth consegue encantar a todos. O baile de Lady Anne está sendo preparado, quando Elizabeth recebe a visita do Coronel Fitzwilliam, que a inquire sobre Georgiana. A jovem irmã de Darcy não é mais aquela menina tímida de antes e não depende da aprovação do irmão para se casar, mas suspeita-se que ele tenha um rival, Henry Alveston, um advogado promissor amigo da família. Bingley e Jane, recém-casados, conseguem comprar uma casa perto dos Darcy, Highmarten, e logo constituem família. Eles também se encaminham para o baile em Pemberley e tudo parece normal. Na véspera, quando todos estão reunidos, testemunham a chegada tempestuosa de Lidya, afirmando que o marido foi assassinado. Darcy e Fitzwilliam se incubem da investigação, e a partir daí começa uma investigação para saber quem matou quem e os reais motivos do crime.

Faz tempo que eu queria ler esse livro. Muito tempo mesmo, mas nunca achei à venda, nem em sebos. Apesar de não ser muito afeita a sequels de Orgulho e preconceito com uma temática além da dinâmica que vemos no livro de Jane Austen (aquelas interações sociais simples de busca de marido, adolescente fujonas e esse tipo de coisa), mesmo já tendo lido algumas, eu achei que esse valia a pena. E valeu. P.D. James consegue manter o mistério, mesmo que no início pareça que está tudo à vista. Cada hora você desconfia de um ou de outro, sem nunca ter certeza. O final foi interessante de ler, no que diz respeito a Wickham e Darcy. Recomendo.