30 de dez de 2011

Feliz Ano Novo!


Mais um ano chega ao fim. 2011 foi um ano muito importante para mim por vários motivos: meu TCC sobre J.R.R. Tolkien foi aprovado com nota máxima; conclui meu (segundo) curso de graduação, Biblioteconomia (UFPA); e completei um quarto de século. Também consegui mais seguidores para meus blogs e pude atualizar ambos com mais freqüência.
Também li mais, consegui completar os desafios literários da vida e espero poder fazer o mesmo em 2012. Ganhei os livros que queria de natal, incluindo o Box Jane Austen da BestBolso e O Hobbit (graphic novel). Além desses, também tenho na minha booklist de Austen e Tolkien algumas sequels de Austen, começando com Mr. Darcy’s diary e Captain Wentworth’s diary. Também tenho Aprendi com Jane Austen e Eu fui a melhor amiga de Jane Austen. Sobre Tolkien, tenho Onde habitam os dragões e claro, como 2012 é o ano de lançamento da primeira parte do filme O Hobbit, nada mais natural que a releitura desse livro (do qual não me canso jamais).
Em 2012, o Meu Cantinho Literário fará 2 anos e eu espero conseguir comemorar de um jeito bem legal. Estou até evitando planejar, porque tudo que eu planejo dá errado, mas vou tentar fazer uma coisa bacana.
Bom, é isso. Obrigada a todos que começaram a seguir o blog esse ano e espero que continue comigo. Um Feliz Ano Novo a todo mundo e que todos os seus desejos se realizem.

22 de dez de 2011

Letters from Father Christmas


"Every December an envelope bearing a stamp from the North Pole would arrive for J.R.R. Tolkien's children. Inside would be a letter in a strange, spidery handwriting and a beautiful colored drawing or painting. The letters were from Father Christmas.
They told wonderful tales of life at the North Pole: how the reindeer got loose and scattered presents all over the place; how the accident-prone North Polar Bear climbed the North Pole and fell through the roof of Father Christmas's house into the dining room; how he broke the Moon into four pieces and made the Man in it fall into the back garden; how there were wars with the troublesome horde of goblins who lived in the caves beneath the house, and many more.
No reader, young or old, can fail to be charmed by Tolkien's inventiveness in this classic holiday treat."

Esse livro é muito lindo, uma leitura perfeita para o Natal. Além de mostrar um pouco da intimidade de J.R.R. Tolkien, o livro é recheado de ilustrações (dos postais e cartas trocadas entre Tolkien e seus filhos). Eu gostei porque até em uma história inocente existe um alfabeto inventado pelo autor. Uma coisa que me chamou a atenção é quando ele lamenta que seus filhos já estejam grandes demais para receberem cartas do Pai Natal, e mesmo assim não desanima. Adorei demais.

Um Guia Bibliográfico sobre Jane Austen e sua obra

Finalmente!!!!!!!! Quase dois meses depois do Bicentenário de Razão e Sensibilidade, quando eu tinha a intenção de postar isso, terminei o guia bibliográfico de Jane Austen. Já disponibilizei o de J.K. Rowling, então agora faltam somente os de J.R.R. Tolkien e C.S.Lewis.

No guia de Jane Austen, disponibilizei referências das obras da autora (como existem várias edições em português, optei por catalogar as primeiras, apesar de existirem algumas incertezas), referências biográficas e baseadas. Neste último quesito, as chamadas sequels são as mais numerosas. Tem para todos os gostos.
Como o guia de Rowling, o de Austen não está finalizado, já que todo ano surgem novas obras. Estarei constantemente atualizando e notificando via facebook e twitter. Aí está.

Jane Austen References

Por que ler Tolkien? Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?


Essa é uma ótima pergunta, e garanto que muitas pessoas já me fizeram. Foi um dos motivos pelos quais resolvi abordar o autor em meu TCC (também espero ter respondido essa pergunta).
O artigo Por que ler Tolkien? Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?, escrito por Rogério Lacaz-Ruiz, demonstra muito mais que os motivos para ler O Senhor dos Anéis, mas também a contribuição que a leitura desta obra fornece ao seu leitor. Texto retirado do site Portal da Família.

Deus parece que brinca de esconde-esconde com o homem. Ainda que de forma imperfeita, os homens que viveram antes de Cristo criaram deuses e semi-deuses em suas mitologias, uma vez que não conheciam a Deus. Foi justamente esta uma das inspirações de Tolkien para os seus livros: esta "fantasia" do homem na procura do transcendente. O Senhor dos Anéis virou uma obra literária de referência, conquistando milhões de fãs no mundo inteiro. Na Inglaterra, por exemplo, a história que envolve magia e seres fantásticos só vende menos do que a Bíblia. Esta é a chamada no site Submarino para a obra mais conhecida de Tolkien. E onde está a magia destes seres fantásticos? Justamente naquilo que o autor de O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, chama de "sub-criação". Criar é um ato divino; sub-criar, um ato humano.O exercício da sub-criação é uma realidade observada em todas as pessoas. Todas?! Sim, todas as pessoas podem sub-criar, de certa maneira, seus mundos. A criança cria o seu mundo, o mesmo ocorrendo com o jovem e o adulto.
O grande insight (compreensão clara da natureza íntima de uma coisa) de Tolkien ao escrever seus livros foi o de sub-criar um mundo com todos os detalhes. O autor dizia que, para escrever este tipo de história, é preciso fazer em primeiro lugar um mapa. Caso contrário seria impossível dar continuidade à história que escrevia. Dias e noites, órbitas das luas, distâncias percorridas pelos personagens, localização de cada personagem no tempo e no espaço, tudo isto é pensado pelo autor em cada página do seu livro. Os locais e personagens existem em harmonia no seu mundo sub-criado: a Terra Média. Esta perfeição é o grande atrativo de suas obras.
Mas para que fazer uma sub-criação? Por que criar um mundo novo? E o mais curioso, um mundo que não existiu, não existe, e provavelmente nunca existirá.Ao criar um mundo, é preciso conhecer o homem, o bem o mal; a coragem e a covardia; a grandeza e a pequenez; no fundo, é preciso conhecer-se e conhecer o outro, a natureza das coisas. Ao longo da narração é possível participar da aventura em cada cena, ser um personagem, ser o pobre, ser o rico, ser o medroso, ser o paciente. Ler Tolkien é ler as nossas mentes, é refletir sobre nossas atitudes, nossa postura diante do mundo. Se alguém atuou assim na Terra Média, como atuaria eu nesta terra? Tolkien, de certa maneira, nos obriga a pensar, a buscar uma resposta para nossas vidas, e inclusive para a realidade da morte O homem pensa, raciocina, busca simplificar a vida. E, em um mundo fora do seu, permite que veja o seu mundo de fora para dentro.
Tolkien experimentou a vida em seus livros, e vivia a sua vida consigo mesmo e com os seus, e, por que não dizer, com Deus. Ao sub-criar, imaginava como Deus fez para criar e manter no ser cada coisa. Desta forma se enxergava a grandeza de Deus, sua infinitude, e nossa finitude. A fantasia não muda a natureza das coisas deste mundo, mas cria outro em que poderíamos viver. Isto é, cria um mundo em que as leis físicas, ainda que dando lugar ao estranho e ao maravilhoso, são coerentes e compreensíveis.
Ao sub-criar este mundo na mente, aprofunda-se na realidade humana, no conhecimento próprio, na existência das coisas, na grandeza e na pequenez do ser humano.
A leitura de Tolkien é um convite a viver o ato sub-criador com suas conseqüências: a compreensão da realidade e a alegria de descobrir no outro mundo criado, quem somos e o que estamos chamados a ser.
Quais as vantagens da sub-criação para a vida das pessoas? "Segundo Tolkien - nas palavras de um de seus biógrafos -, as obras nas quais o autor conseguiu uma sub-criação autêntica, como um mundo secundário, são supremas entre as do seu gênero porque oferecem ao leitor fantasia, recuperação, escape e consolação."
Fantasia é a arte sub-criadora em si; recuperação de voltar a uma visão clara: ver as coisas como realmente deveríamos vê-las; escape é uma fuga momentânea da realidade, do peso da vida, uma volta ao lar e aos sonhos da infância; e o consolo ao qual, de certa maneira, se assemelha a esperança: de que a nossa vida pode, como nos contos de fadas, ter o consolo de um final feliz.

17 de dez de 2011

The real Middle-earth

Um documentário muito bom sobre a Terra-média de J.R.R. Tolkien.



O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien é a obra de ficção mais popular jamais criada. É um conto de proporções épicas trazido à realidade através de seu cenário inesquecível, a Terra-média. A excelente trilogia introduz o mundo de Gandalf, Frodo e Aragorn, mas a indiscutível estrela do livro não pronuncia uma única palavra. É a própria Terra-média – o cenário inesquecível d’O Senhor dos Anéis – que permanece como a grande realização de Tolkien. Esse fascinante documentário nos leva pelos passos de Tolkien e investiga as paisagens e construções, os lugares e nomes que ajudaram a dar forma a Terra-média. 
Sir Ian Holm (Bilbo Baggins em A Sociedade do Anel) narra essa fascinante exploração por dentro de um mundo imaginário que parece tão real que nos faz debruçarmos sobre seus mapas e contemplarmos suas viagens e missões. 
Isso acontece porque as origens do mundo imanado por Tolkien foram inspiradas por lugares reais? Existiu um condado real no interior inglês que inspirou o Condado da Terra-média? Quais influências deram forma às terras escuras e mais problemáticas além de suas fronteiras? Como as línguas européias se fundiram no gênio criativo de Tolkien para a criação de um vocabulário que evoca lugares extraordinários ou aventuras heróicas? 
A jornada por The Real Middle Earth nos leva para as terras centrais ocidentais da Inglaterra, para Warwick e Oxford, para a antiga escola de Lancashire, para sítios de sepultamentos saxões e muitos outros lugares, incluindo os reais Pântanos Mortos, de outra forma conhecidos como os campos de batalha do Somme da Grande Guerra. 

Informações extras:
-Perfil de Stephen Raw, o desenhista oficial dos mapas d’O Senhor dos Anéis.
-Perfil da equipe de próteses por trás dos efeitos especiais d’O Senhor dos Anéis.
-Entrevistas estendidas com os estudiosos de Tolkien Helen Armstrong, Patrick Curry e John Garth.

O documentário inteiro pode ser visto no Youtube. E os extras podem ser vistos neste site ou na página do youtube de Jasonmedia.

The Inklings of Oxford Book Trailer

Um livro maravilhoso sobre os Inklings.


Com muitas fotografias, o livro introduz aos leitores a Oxford do famoso grupo formado por J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis.

video

Como fã de ambos autores, este é mais um livro que entra pra minha booklist.

16 de dez de 2011

Arqueólogos descobrem primeira casa de Jane Austen

No dia do aniversário de Jane Austen, um artigo interessante no site da BBC News notificou que arqueologistas descobriram o que podem ser os restos da casa da escritora em Steventon.


Jane Austen nasceu e viveu até 1801 na reitoria de Steventon. Foi também nessa casa que ela começou a escrever três de seus romances: Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Abadia de Northanger. Segundo o artigo, a casa foi demolida logo após a família se mudar para Bath, no início do século XIX. A arqueóloga que lidera a escavação, Debbie Charlton, afirma: "O foco principal do projeto é descobrir como era a primeira casa de Jane Austen."

Para ver o artigo, clique aqui. Agora, só nos resta esperar pelo resultado das pesquisas.

Novo blog do Jane Austen's House Museum


Só para comunicar: o novo blog do Jane Austen's House Museum foi inaugurado há uns dias atrás.


Para quem quiser dar uma olhada: http://janeaustenshousemuseumblog.com/ 

Happy Birthday, Jane Austen!



10 de dez de 2011

Literatura: Jane Austen

A revista Literatura desse mês tem Jane Austen como reportagem de capa. O artigo, escrito por Raquel Sallaberry Brião, do Jane Austen em Português, fala da vida da autora e de suas obras. A revista está disponível nas bancas, no entanto, o artigo completo pode ser visto no site da revista.


Eu gostei particularmente porque fala das primeiras edições em português das obras de Jane Austen no Brasil. Eu já havia falado com a Raquel antes, quando pesquisava sobre isso, e o artigo me fornece uma idéia geral.
Uma nota: ao postar essa notícia em seu blog, Raquel afirmou que as imagens encontradas na versão impressa diferem daquelas encontradas no site porque não foram fornecidas por ela. No entanto, o editor de arte Yuri Botti retificou a falha, então agora, no site, se encontram as imagens fornecidas por Raquel.

Revista Jane Austen em Portugal - Edição 10

Saiu a mais nova Revista Jane Austen em Portugal, edição de novembro. Esse mês, o tema central foi as relações familiares em Orgulho e Preconceito. Pra fazer o download, basta clicar aqui.


As meninas do Jane Austen Portugal também lançaram uma novidade: para comemorar o aniversário da escritora (16 de dezembro) e o aniversário do blog (2 anos), elas estão propondo um divertido passatempo: escrever um texto de tema livre sobre Jane Austen, abordando sua vida, suas obras, o primeiro contato com a obra e o que mais quiserem. E tem mais:

“Para já, apenas podemos prometer que todos os textos serão publicados no blogue no mês de Janeiro e, se assim o desejarem e autorizarem, farão parte das edições futuras da Revista online e gratuita do JAPT. Eventualmente, mas ainda estamos a sondar as editoras, o melhor texto seria premiado com um livro de Jane Austen. Assim que tivermos notícias sobre esta possibilidade, avisamos e estabelecemos os critérios para a escolha do melhor texto.”

Quem quiser participar, deve enviar os textos para o email janeaustenpt@sapo.pt até 31 de dezembro de 2011. Eu já estou nessa.

A pequena Jane Austen: Orgulho e Preconceito

Nunca é cedo para apresentar uma criança ao mundo da boa leitura. Acho que foi isso que pensaram quando resolveram publicar Little Miss Jane Austen: Pride and Prejudice.


Na Amazon, pode ser dada uma olhada básica no livro. As ilustrações são muito meigas. A Pequena Jane Austen: Orgulho e Preconceito, será lançado em dezembro pela editora Nova Fronteira. Não vejo a hora de ter meu exemplar em mãos.

J.R.R. Tolkien x Peter Jackson

Eu li dois artigos que comentavam a adaptação da trilogia O Senhor dos Anéis para o cinema: Why the film version of The Lord of the Rings betrays Tolkien's novel, de Ross Smith e Translating Tolkien's epic: Peter Jackson’s Lord of the Rings, de Claire Valente. Eu queria traduzir os artigos, mas como falavam basicamente sobre os mesmos elementos, resolvi compará-los e escrevi o artigo abaixo.

Caio Fábio - A mitologia de Tolkien: O Senhor dos Anéis

Mais uma discussão sobre O Senhor dos Anéis, de Tolkien. De acordo com o site JuniorBocelli, o pastor Caio Fábio e irmãos convidados discutem a obra segundo os evangelhos.


O download do vídeo na íntegra pode ser feito aqui. Ou então o bate papo pode ser visto dividido em 7 partes no youtube.

26 de nov de 2011

A simbólica do espaço em O Senhor dos Anéis de JRR Tolkien


Um livro muito bom sobre O Senhor dos Anéis. Na realidade, o primeiro que discute o autor em termos, digamos, acadêmicos publicado em Portugal. O lançamento foi ano passado. Ainda não encontrei à venda por aqui, nem na internet.
Um usuário do youtube, goblindegook, postou vídeos do lançamento, em que a autora, Maria do Rosário Monteiro, e o editor Pedro Marques falam sobre do livro. O evento foi filmado e dividido em 4 partes. A primeira:



Para ver o resto, clique aqui: parte2, parte 3 e parte 4.
O blog da editora comentou o lançamento e disponibilizou uma amostra do livro para leitura online.

David Sickmiller - Bons pais, bons filhos

Essa é a tradução de um artigo muito bom que fala das relações familiares em duas obras, Orgulho e Preconceito de Jane Austen e Frankenstein de Mary Shelley. David Sickmiller - Bons pais, bons filhos

21 de nov de 2011

Revistas O Universo Fantástico de Tolkien



Um dia desses surgiu uma conversa na página do Conselho Branco no facebook sobre uma coleção de revistas chamada O Universo Fantástico de Tolkien. Criada em 2002, essa coleção falava sobre tudo relacionado ao mundo de Tolkien, abordando não somente aspectos dos filmes, mas da vida e obra do autor. Sempre com notícias fresquinhas sobre os filmes, promoções (com cada prêmio... só de pensar nas Argonath em miniatura...) artigos muito bem escritos e uma ótima formatação, as revistas traziam informações e abriram espaço para comunicação com fãs e leitores. Infelizmente, devido a processos legais, a publicação foi cancelada depois do número 12 (pelo menos completou um ano...)

Pois bem. Entre os “eu tenho” e “eu não tenho”, uma das pessoas mencionou o conto “O último navio para o Oeste”, escrito por Martin D’Orey Carbone. Aí eu me toquei de que nunca havia lido essa seção, que estreou a partir da edição 6. Peguei toda a coleção de novo e fui ler. Tenho que dizer que adoraria ter imaginação pra escrever esse tipo de coisa. Os contos eram muito bons, e os que mais gostei foram: “Uma pequena aventura na Terra-média”, de Sandro Farias; “Nirnaemorgoth” de Ana Letícia de Fiori; “Os Olhos de Elbereth”, de Rosana Rios (ocupa o segundo lugar na minha lista de melhores contos) e o já citado “O último navio para o Oeste”, que me fez chorar (feito um bebê, mas abafa o caso...) e é o melhor conto publicado pela revista.

O motivo de estar falando dessas publicações aqui é o seguinte: queria sortear essa coleção no aniversário do blog, mas aconteceram problemas e não sei mais se o meu “fornecedor” ainda vai disponibilizar as revistas. Então resolvi fazer uma enquete para saber o que os fãs de Tolkien gostariam que fosse o prêmio do sorteio.
Algumas opções são de livros lançados já faz um tempo. Mesmo assim, algumas pessoas me dizem que não os têm ainda, então coloquei como opção. Votem (aí do lado), porque essa enquete será finalizada dia 30 de novembro. Tem que ser uma votação rápida, o blog faz aniversário em janeiro.

14 de nov de 2011

Ensinando Tolkien

Um belo achado. Faz um tempo, não tinha nada para fazer na internet, estava só fuçando alguns sites, descobri que o site da editora Houghton Mifflin disponibiliza para download lições e guias de estudo das obras de Tolkien. São nove lições disponibilizadas separadamente, que servem para o leitor iniciante, para quem quer testar seus conhecimentos sobre as obras e principalmente para aqueles que vêem os livros de Tolkien como objetos de estudo. Abaixo está a lista de lições; para acessar é só clicar nos títulos.

A Terra-média de Tolkien: Planos de aula para Educadores do Ensino Secundário.

Unidade 1: Introduzindo Tolkien e seus mundos
Conteúdo: Tradição oral
Temática: Criando significados através do mito

Unidade 2: Enigmas, runas e um Anel do Poder
Conteúdo: O Hobbit (cap. 1-7)
Temática: A magia da linguagem

Unidade 3: Lá e De Volta Outra Vez
Conteúdo: O Hobbit (cap.8-19)
Tenática: A "Busca" na vida e na literatura

Unidade 4: Um Anel para a Todos Governar
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro I
Temática: Poder, corrupção e responsabilidade

Unidade 5: "As marés do destino estão fluindo"
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro II
Temática: Livre arbítrio e a Sociedade

Unidade 6: O lamento de Barbárvore
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro III
Temática: O preço do progresso

Unidade 7: O universo moral de Tolkien
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro IV
Temática: A natureza do bom e do mal

Unidade 8: Guerra e paz na Terra-média
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro V
Temática: Um inimigo chamado Desespero

Unidade 9: "A jornada é realizada"
Conteúdo: O Senhor dos Anéis, Livro VI
Temática: Como surge um herói?

O site também disponibiliza guias com perguntas variadas sobre cada um dos livros da trilogia e sobre O Hobbit.

Guia para leitores d'O Hobbit.
Guia para leitores d'O Senhor dos Anéis.
Guia para professores d'O Senhor dos Anéis.

São ótimas pedidas para professores que vêem na leitura e na literatura uma boa metodologia de aprendizagem a ser aplicada em suas aulas.

6 de nov de 2011

Alfabetos de Tolkien


Eu já havia mostrado aqui o meu nome escrito no idioma Quenya utilizando o alfabeto Tengwar, ambos inventados por Tolkien. Há uns dois anos atrás, eu comecei a estudar Quenya e Sindarin, aprendi algumas coisas, por pura curiosidade. Mas Tengwar eu nunca parei pra entender. A curiosidade está batendo agora, então selecionei alguns materiais sobre os idiomas e os alfabetos inventados pelo mestre.

Amanye Tenceli: fala dos Sistemas de Escrita de Aman.
Quenta Eldatencelion: fala dos sistemas de escrita élficos.
Tolkien’s english runes: sobre as runas de Tolkien.

Quenya Tengwainen: para escrever em Quenya com o alfabeto Tengwar.
Tîw i lam Thindrim: para escrever em Sindarin com o alfabeto Tengwar.
Writing numbers with Tengwar (escrevendo numerous com o alfabeto Tengwar)

Para escrever em português utilizando os alfabetos de Rúmil, Tengwar e Angerthas:

Também foram confirmadas duas boas notícias: o relançamento do Curso de Quenya e a publicação de um livro sobre como escrever em português utilizando o alfabeto Tengwar No site do Rodrigo Rodrigo Jaroszewski, Èlfico, eis a notícia sobre o Curso de Quenya:

“A editora Arte & Letra fará o relançamento do Curso de Quenya, com aproximadamente 75% do seu conteúdo revisado de acordo com o tradutor, Gabriel Brum. Eu havia vendido minha cópia num evento a três anos por causa do grande número de revisões necessárias, que haviam deixado a edição completamente obsoleta para os meus propósitos.”

Sobre o livro, é um projeto que vem se desenvolvendo há anos e agora está em sua quinta versão, disponibilizada pelo fórum Valinor para download.
É um senhor projeto esse livro. Eu só comecei a estudar Quenya e Sindarin. Tengwar, eu só dei uma pincelada. Mas morro de vontade de aprender.

3 de nov de 2011

Revista Jane Austen Portugal - Edições 8 e 9


Liberadas duas novas edições da Revista Jane Austen Portugal, Agosto e Setembro, 2011. A edição de agosto tem como tema a importância das cartas nas obras de Jane Austen.


Já a de setembro discute a questão da educação e boas maneiras. Para a edição de novembro, o tema será "Relações Familiares em Orgulho e Preconceito". As meninas do Jane Austen Portugal afirmaram que quem quiser participar deve enviar seus textos até o dia 25 de novembro. Para fazer o download é só clicar nas imagens.

31 de out de 2011

Bicentenário de Razão e Sensibilidade


Ontem, dia 30 de outubro de 2011, comemorou-se os 200 anos de Razão e Sensibilidade de Jane Austen, segundo o site This Day in History.

Aproveitando o ensejo, aproveito para informar que o guia bibliográfico de Jane Austen está sendo finalizado. Meu objetivo era liberá-lo no dia exato do aniversário de Razão e Sensibilidade, mas acabei descobrindo a data só hoje. Então, não vai demorar muito mais. O guia de J. K. Rowling já foi liberado no início do mês de outubro, então o de Jane Austen será liberado agora no início de novembro.
Essa foi mais uma indicação pra lá de valiosa do Jane Austen Brasil.

J.R.R. Tolkien, por Lulu (parte 4)


No post final da Lulu sobre Tolkien, ela explora o autor como o Senhor da Fantasia. Ela sintetiza em seu parágrafo final a importância de Tolkien e sua obra:

"Há muitos grandes temas tratados nas histórias que Tolkien criou: você pode passar de debates filosóficos sobre mortalidade e poder até a questão da fé e dos vínculos de amor e amizade. São várias as formas de ler O Senhor dos Anéis, muitas as aplicações que podemos fazer de seu texto; mas acredito que o maior legado que ele nos deixa é exatamente esse: a esperança - em você mesmo, em seus companheiros, no mundo."

8 de out de 2011

A relação Beowulf e O Senhor dos Anéis

Um artigo muito interessante que faz uma ótima relação entre os personagens (masculinos) principais entre o poema Beowulf e a obra do mestre Tolkien, O Senhor dos Anéis.

Mirkwood, de Steve Hillard


Título: Mirkwood
Autor: Steve Hillard
Editora BookSurge, 460p.

O livro começa com Tolkien chegando em Manhattan. Seu objetivo é deixar sob a proteção de um velho amigo alguns papéis (de autoria desconhecida) que falam da jornada de uma heroína em um universo que serviu de inspiração para a criação da Terra-média. Quase cinqüenta anos depois, um homem é ameaçado por uma criatura maligna, mas consegue fugir. A história dá um salto de um ano, quando encontramos uma das heroínas da história, Cadence Grande, neta do homem desaparecido. Há um ano, na noite do Halloween, seu avô Jess desapareceu e Cadence está só no mundo. Ela acaba se tornando uma espécie de inventariante do avô, quando descobre entre os pertences dele uma valise repleta de documentos que parecem ser muito antigos. Mais tarde, ela percebe que o desaparecimento do avô pode estar ligado a esses misteriosos papéis. Tais escritos, em uma língua élfica muito antiga, contêm a história de Ara, a segunda heroína do livro. Então, Cadence começa uma investigação por conta própria e é a partir daí que muitas respostas serão dadas as suas perguntas e o enredo do livro começa a se desenvolver.

Algumas coisas me chamaram bastante atenção:

1- Certos capítulos relatam alguns encontros dos Inklings. Foi ótimo ver retratado como poderiam ter sido as conversas entre os integrantes do grupo. As discussões giram em torno de vários assuntos, e as que mais gostei foram aquelas sobre a mitologia de Tolkien (que estava tomando forma) e o papel feminino nas histórias que aqueles renomados autores criaram.

2- Caramba, como eu queria saber desenhar. Um livro ilustrado, mesmo que sejam poucos os desenhos, faz toda a diferença na hora de imaginar determinado acontecimento. Os tons em preto e branco caíram bem com o clima de mistério da história.

3- Algumas passagens do livro assemelham-se sutilmente a certos episódios d’O Senhor dos Anéis. Logo no início, percebi algumas palavras emprestadas (um Espectro a serviço do Senhor do Escuro, a heroína da história faz parte do povo dos Pequenos, uma hobbit, dentre outros).

4- O autor acertou em cheio ao colocar como pano de fundo a principal discussão de Tolkien: sobre a realidade contida nos contos de fadas, sobre o mundo secundário (de fantasia) ser passível de realidade pela perspectiva do leitor.

5- Ao contrário do que se possa pensar, Mirkwood não é uma versão romanceada da vida de Tolkien. Apesar de retratar encontros do Inklings, o enredo da história gira em torno de uma (simples e fictícia) decisão de Tolkien.

3 de out de 2011

J.R.R. Tolkien, por Lulu (parte 3)



A Lulu já falou sobre a Primeira e a Segunda Eras e sobre a ilha de Númenor. Agora, ela fala da Guerra do Anel.
Depois da (quase) batalha, onde Ilúvatar afunda a ilha de Númenor, esse é o meu episódio favorito da história de Arda e da Terra-média.

19 de set de 2011

Personagens femininas n'O Hobbit


Inspirada por uma notícia e uma discussão da Valinor, resolvi terminar a tradução de um artigo que analisa O Hobbit.
A notícia é sobre a participação da atriz Evangeline Lilly no filme O Hobbit como uma personagem elfa que não existe no livro. O posicionamento da atriz quanto a sua participação, sendo fã (pelo menos ela afirma que é), é realista. As discussões no fórum sobre isso meio que dividiram opiniões.


O artigo original, intitulado "Where's Mama?" The Construction of the  Feminine in The Hobbit foi publicado na revista The Lion and the Unicorn, Volume 22, 1998. William Howard Green analisa a ausência e presença de personagens femininas n'O Hobbit.
O artigo é muito bom, e acho que vem bem a calhar, dado o teor dos comentários e das opiniões. Eu, como fã dos livros, prefiro esperar pra ver. E estou botando fé, afinal, algumas situações e personagens criados para a versão fílmica d'O Senhor dos Anéis não foram nada ruins.

J.R.R. Tolkien, por Lulu (parte 2)


Continuando com os posts sobre Tolkien no blog Coruja em teto de zinco quente, a Lulu dessa vez fala do fim da guerra contra Morgoth e da nova terra dada aos remanescentes da guerra: Númenor ou Númenore.

Particularmente, eu adoro O Silmarillion e o capítulo que fala sobre o surgimento desta ilha e do seu aparecimento me encantam toda vez que leio. Acho que porque eu adoro a lenda do continente perdido da Atlântida, na qual Tolkien se baseou para escrever essa parte de sua cosmogonia.

12 de set de 2011

J.R.R. Tolkien, por Lulu


A Lulu, do blog Coruja em teto de zinco quente, começou semana passada uma série de posts sobre Tolkien e sua obra.
No primeiro deles, intitulado J. R. R. Tolkien – Parte I: O Ourives do Anel, Lulu relata quando conheceu o autor e começou a ler suas obras.
O segundo, J. R. R. Tolkien – Parte II: Os Primogênitos (A Primeira Era), fala d’O Silmarillion.

Os textos são muito bons, o que me inspira a começar a publicar aqui textos escritos, mas infelizmente descartados, do meu TCC (que falou sobre o leitor de Tolkien).

À medida em que ela for postando, eu vou estar atualizando aqui também.
Adorei seus textos, Lulu!

Tolkien X Martin (De novo...)

Eu falei aqui, não faz muito tempo, sobre uma matéria na revista Veja comparando Tolkien e George Martin e suas respectivas séries. Claro que a forma que o autor do artigo escreveu indignou muitos fãs de Tolkien.
Agora, o Reinaldo Lopes escreveu um pequeno texto para a Folha de São Paulo falando sobre essa comparação ridícula. Vou postar um trechinho aqui:

Comparar “Game of Thrones” com “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, é coisa de quem não tem o menor olho para sacar como as coisas funcionam na literatura de fantasia.
O paralelo correto para o best-seller de Martin na obra de Tolkien é “O Silmarillion”, bem mais obscuro, mas nem por isso menos genial.
Ambas as histórias não passam de competentes atualizações das sagas escandinavas, obcecadas como são por laços de sangue e pelos vários tipos de caquinha que as pessoas (sejam elfos, humanos ou mestiços) fazem por causa deles.[...]


Para ver o texto na íntegra, é só dar uma olhadinha no post da Valinor.


Na real, acho isso tudo uma bobagem sem fim. Essas comparações não levam a nada. Apesar de Tolkien ter sido influenciado em sua escrita pelos mais variados gêneros literários, ele se enquadrava perfeitamente em saga (uma categoria que ele próprio aceitava) e fantasia. Ainda não li George Martin (e confesso que essa comparação está diminuindo a minha curiosidade), então não posso classificar suas obras.


O que precisa ser entendido é que Tolkien foi único, no sentido de que criou um mundo literário totalmente novo (apesar de baseado em histórias antigas). Mesmo que Martin esteja seguindo a trilha criada pelo Mestre, a comparação continua sendo infundada.

2 de set de 2011

Revista Jane Austen Portugal - Edição 7

Saiu mais uma edição da Revista Jane Austen Portugal.


Dessa vez, a revista apresenta um diferencial: está em formato horizontal e o conteúdo teve como tema central as escolhas das autoras do blogue Jane Austen Portugal.
Para fazer o download, é só clicar na imagem.

17 de ago de 2011

Originais de Tolkien na Universidade Marquette

Eis o que diz a notícia na Valinor:

“Os manuscritos Tolkien reside em Marquette devido à visão de William B. Ready (1914-1981), diretor de bibliotecas de 1956 a 1963. Rapidamente ele se deu conta de que deveria agressivamente coletar material para a récem-construída Biblioteca Memorial. Ele reconheceu O Senhor dos Anéis como uma obra-prima logo após sua publicação, muito antes da obra e de seu autor ganharem enorme popularidade. Com aprovação administrativa, Ready entrou em contato com Tolkien em 1956 através de Bertram Rota, um conhecido negociados de livros raros de Londres. Àquele tempo nenhuma outra instituição havia mostrado interesse nos manuscritos literários de Tolkien. Após um período relativamente breve de negociações, um acordo foi alcançado onde Marquette comprou os manuscritos por 1.500 libras (pouco menos de 5.000 dólares). A primeira remessa de material chegou em 1957; os manuscritos de O Senhor dos Anéis chegaram no próximo ano. Tolkien aceitou propostas de visitar e palestra na Marquette em 1957 e 1959, mas canclou ambas as ocasiões devido a problemas familiares. Os papéis pessoais e acadêmicos de Tolkien, bem como seus outros manuscritos literários (como O Silmarillion e Leaf by Niggle), estão na Biblioteca Bodleian na Universidade de Oxford.




Manuscritos Originais
Os manuscritos originais representam o coração da coleção. Eles incluem representações hológrafas (manuscritos pela mão do autor), vários conjuntos de páginas datilografadas com correções de Tolkien, provas de páginas e versões de revisão, também com correções pela mão do autor. Os manuscritos de O Senhor dos Anéis, 1938-1955, consiste 7.125 folhas (9.250 páginas). Inclusa está uma cópia de prova adiantada de O Retorno do Rei, mapas impressos da Terra-média, capas da edição original Houghton Mifflin, vários rascunhos de um "Epílogo" rejeitado, e fragmentos manuscritos de O Silmarillion (1977). Desenhos e rascunhos, frequentemente em forma preliminar às margens do texto, podem ser encontrados por todos os manuscritos. Notas linguistas e filologicas relacionadas aos idiomas inventados por Tolkien também aparecem nos manuscritos, frequentemente no verso do texto principal. O documento reflete um processo extraordinariamente criativo; às vezes existem 18 rascunhos para um único capítulo. Christopher Tolkien, filho do autor e herdeiro literário, apresentou sua história da composição de O Senhor dos Anéis na série A História da Terra-média (volumes VI, VII, VIII e IX, 1988 a 1992).
Os manuscritos de O Hobbit, 1930-1937, que consistem de 1.048 foilhas (1.586 páginas), incluem versões hológrafas, páginas datilografadas corrigidas, três conjuntos de provas com correções do autor, um desenho aquarela de Tolkien para a capa utilizada por Allen e Unwin, mapas impressos com correções, uma aquarela dos trolls e de Gollum do artista alemão Horus Engels e a cópia original do "Mapa de Thror". A maioria da versões hológrafas mais antigas é um texto contínuo sem divisões de capítulos. Os manuscritos de Mestre Gil de Ham, de 1930-1938 e 1948-1949, incluem 173 folhas (201 páginas, incluindo uma hológrafa, páginas datilografadas com correções e páginas de prova com correções. Mr. Bliss, 1928-1932, inclui 39 folhas (61 páginas). Em adição do livreto finalizado que tem 50 páginas, rascunhos "preliminares" separados existem. O manuscrito está na caligrafia de Tolkien, ilustrado com tinta e colorido a lápis. Provas e uma cópia da versão de 1982 completam a conteúdo principal.



Conteúdo Secundário
A Marquete está desenvolvendo uma coleção significativa dos trabalhos publicados de Tolkie, bem como uma seleção representativa da literatura crítica sobre a fantasia e os trabalhos acadêmicos de Tolkien. A coleção de livros contém quase 700 volumes. A coleção de periódicos produzido por entusiastas Tolkien já atinge mais de 270 títulos. Outras literaturas, algumas em língua estrangeira, consistindo de críticas de livros, obituários, trechos de notícias, artigos de antologia, dissertações, estudos sobre idiomas Élficos, anúncios e pogramações de conferências, catálogos de exibições bem como papéis acadêmicos não publicados e ensaios. Também estão inclusos poemas e canções, dramatizações, rascunhos e pinturas, calendários, jogos e material didático, em adição a áudio de leituras, adaptações para o rádio e vídeos das adaptações cinematográficas e documentários comemorativos.



Legados, Presentes e Projetos Cooperativos
Legados generosos e doações de livros, pesquisas e outros materiais secundários por estudiosos e colecionadores Tolkien contribuiram imensamente para a coleção na Marquette. Taum J.R. Santoski (1958-1991) atuou por dez anos como membro voluntário e "estudioso". Nesta condição ele estudou os manuscritos intensivamente, iniciou conferências públicas e exibições, palestrou para estudantes da Marquette e classes visitantes e auxiliou inúmeros pesquisadores. Seu lagado consiste de 200 livros, dezenas de periódicos, cópias das publicações acadêmicas de Tolkien e notas sobre os manuscritos, particularmente textos linguisticos de O Senhor dos Anéis. S. Gary Hunnewell, um estudante de Tolkien; residindo em Arnold, Missouri, está contruindo uma coleção inclusiva de todos os periódicos produzidos por entusiatas de Tolkien. A coleção contém muitos títulos americanos antigos e entrangeiros, incljuindo pub licações obscuras da Europa oriental, bem como edições selecioandas de "fanzines" genéricos de fantasia e ficção científica relaciunados a Tolkien. A coleção está sendo cedida à Marquette junto a descrições bibliográficas detalhadas e índices para microfilmagem, de forma continuada.
Em 1982 o Dr. Richard E. Blackwelder (1909-2001) doou sua crescente coleção de material Tolkieniano. Destacadamente compreensiva em escopo, acredita-se que a Coleção Blackwelder seja a maior coleção única de fontes secundárias sobre Tolkien jamais desenvolvida. Informações bibliográficas detalhadas existem para cada item que foi adquirido ou identificado, junto a um extenso índice. Uma biblioteca crescente contém muitas edições dos "capa mole" da Ballantine. Um inventório preliminar online está disponível. Em 1987 o Dr. Blackwelder estabeleceu o "Fundo Arquivos Tolkien" na universidade de forma a dar suporte financeiro à aquisição e preservação de material de pesquisa Tolkieniano no Departamento de Coleções Especiais.
Em 2003, graças ao "Fundo Arquivos Tolkien", a Universidade Marquette foi capaz de adquirir a Coleção de Ficção Fantástica e Tolkieniana Grace E. Funk (1924-2004). Contendo 2.376 itens – incluindo livros, artigos, filmes, documentários, artigos fotocopiados e recortes de jornal – a coleção oferece aos pesquisadores um método conveniente de localizar muitos materias obscuros e fora de catálogo. A coleção reflete a formação de Funk como bibliotecária. Ela identificou inúmeros materiais escritos para educadores K-12 e bibliotecas interessadas em apresentar a fição de Tolkien a jovens leitores. Suas citações bibliográficas detalhadas são um indicativo de sua capacidade profissional.”

A Universidade também disponibilizou online um inventário descritivo das obras de Tolkien.





Existe disponível para download, aliás, um catálogo dos desenhos e manuscritos originais de Tolkien, criado por Patrick and Beatrice Haggerty Museum of Art, Curtis L. Carter, Matt Blessing, Arne Zetterste e Annemarie Sawkins.

O catálogo chama-se The Invented Worlds of J.R.R. Tolkien: Drawings and Original Manuscripts from the Marquette University Collection.



O catálogo foi elaborado em 2004. Não comparei com o inventário disponibilizado pela universidade, então não sei de acréscimos ou diminuições. Mas só de ver o catálogo, dá uma vontade IMENSA de ver a exposição. Quem me dera...

De fã para fã: O Hobbit e O Senhor dos Anéis escrito à mão

Isso é que eu chamo de fã! Um artista húngaro resolveu copiar a mão O Hobbit e O Senhor dos Anéis, como os antigos monges copistas faziam com o objetivo de preservar grandes obras. Segundo a notícia da Valinor, os dois volumes da ilustração contém


“...The Tales From Middle-Earth: Homage to Tolkien" ("Os Contos da Terra-média: Homenagem a Tolkien"), contendo no volume I o texto completo de O Hobbit, A Sociedade do Anel completa e os primeiros 5 capítulos de As Duas Torres, somando 334 páginas. No volume II encontra-se o restante de As Duas Torres e O Retorno do Rei, totalizando 276 páginas.”


Mais detalhes:
•O texto não foi apenas escrito a mão – mas também todos as ilustrações e mapas também foram refeitos e repintados
•A ‘cópia-mãe’ é bastante volumosa, escrita em papel amarronzado feito a mão e usando tinta preta
•Cada volume possui encadernação a couro (de cor marrom), com ornamentos nas bordas e o fecho feito de cobre.

Os volumes estão à venda na Tolkien Library pelo equivalente a R$ 150.000. Ou então, quem se nteressar, mas não tiver toda essa grana (como eu, infelizmente), o artista está vendendo cópias impressas feitas a partir da matriz original por R$ 6.ooo (continua caro para mim, buáááá)

Mirkwood: a novel about J.R.R. Tolkien

Saiu na Omelete e na Valinor.

Um romance que transforma em ficção a vida de JRR Tolkien será transformado em filme.




Mirkwood conta a história de Tolkien, que esconde manuscritos secretos que forças do mal farão qualquer coisa para obter, e a jovem orfã, Cadence, que os encontra. Nas primeiras páginas do romance de Hillard, Tolkien para em Nova York em uma misteriosa missão. Ele carrega com ele uma coleção de antigos manuscritos, muitos escritos num estranho idioma, que parecem contar a história de uma halfling chamada Ara, que vivia na mesma antiga paisagem que inspirou a Terra Média de Tolkien. Temendo que a posse desses manuscritos possam levar à um grande mal, Tolkien os confia à um simples amolador de tesouras chamado Jesse Grande. Quase quatro décadas depois, Grande desapareceu e os manuscritos foram encontrados por sua neta, Cadence. Como as forças ocultas do reino da fantasia caçam os manuscritos e seu guardião, Cadence deve proteger a história de Ara.

Como a maioria dos assuntos que envolvem Tolkien, sua vida e obra, o filme já está virando polêmica. O site da Omelete diz:

“A EMO Films fechou um acordo com o autor Steve Hillard para produzir e financiar o longa-metragem. A parceria só é possível porque Hillard conseguiu, em fevereiro, chegar a um acordo com os familiares de Tolkien, que queriam impedir a publicação do livro. [...] Hillard conseguiu publicar o livro ao recorrer à Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que defende a liberdade de expressão, com a justificativa de que a sua versão ficcional configurava crítica literária. O espólio de Tolkien consentiu com a publicação desde que Hillard avisasse na capa do livro que Mirkwood "é um trabalho de ficção que não é endossada nem conectada com o espólio de J.R.R. Tolkien nem seus editores".

O Hobbit: nome oficial no Brasil

Uma ótima notícia.
O site Último Segundo divulgou que a Warner anunciou o nome oficial das duas partes do filme O Hobbit no Brasil.

A primeira parte, que estréia em 14 de dezembro de 2012, chama-se O Hobbit: uma jornada inesperada. A segunda parte chama-se O Hobbit: Lá e de volta outra vez, e estreará em 13 de dezembro de 2013.

15 de ago de 2011

Revista Jane Austen Portugal - Edição 6

A nova edição da Revista Jane Austen Portugal, Junho 2011, foi liberada. Estou muito orgulhosa proque pela primeira vez contribui com uma edição. O meu artigo chama-se Lendo e Aprendendo com Emma.


Para fazer download, só clicando na imagem.
Obrigada pela oportunidade, meninas!

Jane Austen's Guide to Romance (Lauren Henderson)


Titulo: Jane Austen's guide to romance: the regency rules
Autora: Lauren Henderson
Editora Headline, 320p.

Com muito bom humor, Lauren Henderson dá várias dicas sobre relacionamentos, utilizando acontecimentos de cada um dos romances e características dos principais personagens de Jane Austen. O livro está dividido em 10 capítulos, cada um fornecendo uma dica importante sobre como lidar com a pessoa com a qual você se relaciona amorosamente, utilizando um ou mais casais de Austen. Através de Jane Bennet e Mr. Bingley, Henderson ensina que “se você gosta de alguém, deixe isso bem claro”; Anne Elliot, Fanny Price e Elinor Dashwood e Edward Ferrars mostram que deve-se “ter fé em seus instintos”; Elizabeth Bennet e Mr. Darcy ensinam a “procurar por alguém que desperte suas melhores qualidades”. Henderson também ensina o que NÃO deve ser feito. Julia e Maria Bertram ensinam a “não demonstrar publicamente seus sentimentos, a menos que sejam recíprocos”; o comportamento de Willoughby, Frank Churchill e Henry Crawford ensinam que “não se deve jogar com os sentimentos alheios”; James Morland e Isabela Thorpe, e Elizabeth Bennet e Mr. Wickham ensinam a “não se apaixonar por qualidades superficiais”; Charlotte Lucas e Mr. Collins ensinam a “não se casar por conveniência ou dinheiro”; Emma Woodhouse e Frank Churchill ensinam a “ser espirituoso, mas não cínico, indiscreto ou cruel”. Os ensinamentos não param por aí, claro que tem muito mais a ser aprendido. Porque os tempos mudaram, os costumes mudaram, mas os relacionamentos não ficaram mais fáceis desde a época de Jane Austen. Lauren Henderson é mais uma autora que mostra a característica mais marcante das obras de Jane: sua atemporalidade.

5 de ago de 2011

De fã para fã: Lost in Jane Austen

As meninas do Jane Austen Portugal disponibilizaram para download um pequeno livro digital com uma shortstory entitulada Lost in Jane Austen.


Mais um belo projeto sobre Jane Austen, feito por Janeites muito dedicadas. Belo trabalho, meninas :)

Jane Austen, ilustrações de Niroot Puttapipat

Em um post recente, a Adriana, do Jane Austen Sociedade do Brasil, falou sobre uma nova edição de Razão e Sensibilidade, ilustrada por Niroot Puttapipat. Sinceramente, eu nunca havia escutado falar sobre ele. Na verdade, o único ilustrador das obras de Austen que eu conhecia era C.E. Brock (já falei dele).


Illustration from Pride and Prejudice, The Folio Society (2006)


O Austenprose dá mais detalhes sobre essa edição da Folio Society. Niroot Puttapipat já ilustrou Orgulho e Preconceito (2006), Emma (2007), Persuasão (2007) e agora Razão e Sensibilidade (2012).
Procurando no site da Folio Society, acabei achando também belas edições das obras do mestre Tolkien: O Hobbit, O Senhor dos Anéis e Sir Gawain and the Green Knight. Só pela capa, já dá para ver que as edições são muito bonitas.

23 de jul de 2011

A lesson in post-modernism: Becoming Lost in Austen (Costume Chronicles - Jane Austen Especial 2)


O último artigo do segundo volume especial de Jane Austen.

The last article from the second special volume about Jane Austen.

Uma lição no pós-modernismo: Becoming Lost in Jane Austen (A lesson in post-modernism: Becoming Lost in Austen)
Autora (Author): Lydia Watson


Você não pode negar: cada vez que você pega Orgulho e Preconceito e lê as primeiras linhas, você gostaria de alguma forma poder fazer parte dessa vida. Basta imaginar uma época onde bailes ocorrem frequentemente, não faltam homens jovens e oportunidades, e você sabe não só tocar piano, mas também cantar, dançar e desenhar. O mais importante, porém, é que Mr. Darcy seria real.
Mas e se sua entrada na história não significasse que você seria Lizzy Bennet, mas ainda você e ela não fizesse parte da história? Na produção da ITV, Lost in Austen, essa idéia é examinada.
O que torna o filme tão fascinante é o quão bem as diferentes idéias da Inglaterra regencial e do século XXI são transmitidas, uma vez que uma jovem em 1800 era muito diferente de uma jovem atual. Amanda Price, a heroína que troca de lugar com Elizabeth Bennet, é a imagem da moderna jovem britânica: ela vive com o namorado e tem todas as necessidades dos dias modernos, mas ainda anseia por um Mr. Darcy vir tirá-la do chão ... pois Mr. Darcy é algo que o namorado dela claramente não é.
Quando ela é levada para o mundo dos Bennet, Amanda acredita que está sendo trocada. Ela continua tentando usar seu telefone celular e até mesmo tem um flash de Lydia em certo ponto, na esperança de que o choque de fazer uma coisa dessas fará a equipe de filmagem aparecer de repente. Mas como nada muda e os personagens continuam chocados com seu comportamento e vestuário, Amanda deve aceitar o fato de que está realmente presa na Inglaterra regencial. É claro que uma menina moderna em um mundo antiquado é obrigada a criar algumas situações interessantes, e em muitos aspectos, isso é algo que os produtores fizeram bem. Tanto quanto você pode ter lido sobre Orgulho e Preconceito e a época, quando na verdade está diante do fato de ter que viver nele, você é obrigado a cometer erros, e são esses momentos ímpares que acrescentam humor e falta de jeito na história. Durante todo o tempo, Amanda está tentando descobrir como se certificar de que cada personagem se apaixone pela pessoa certa, com diferentes sucessos.
Seu primeiro grande erro ocorre durante o baile em que Bingley e Darcy compareceram. Amanda está determinada a se certificar de que Bingley dance com Jane, mas ao invés disso acaba por tê-lo muito mais ligado a ela, o que só torna-se mais problemático quando ela o beija depois de ter bebido muito. Isto leva a uma série de erros infelizes, como Bingley continuando a perseguir Amanda, apesar de seus melhores esforços para impedi-lo. Ela finalmente vai ao extremo quando confrontada por ele quando Jane está doente em Netherfield, dizendo-lhe que ela não está interessada em homens. Isso mais tarde volta para assombrá-la quando Caroline vem atrás dela. Isso representa a fusão do passado e do presente para criar uma idéia pós-moderna: Caroline teria sido realmente lésbica e Austen teria sequer presumido tal coisa? É seguro dizer que não, ela não teria. No entanto, quando se cria algo novo com algo velho, parece ser uma tendência acrescentar algo indevidamente chocante.
Através destas interações, vemos a diferença na vida de uma mulher moderna e uma da época da Regência. Não importa o que Amanda faça, ela continua a perturbar os eventos do livro ... e se apaixona por Mr. Darcy no processo. Se a consistência é um problema, há uma coisa que Lost in Austen é capaz de fazer bem: Mr. Darcy. Talvez porque tenha havido tantas versões de Darcy, ou porque ele é tão bem definido na mente do leitor, que não deixa de impressionar. Ele é bonito, indiferente, até gentil, com todos os atributos que se esperaria dele. Não é realmente uma surpresa que, tendo sido apaixonada por ele no livro, Amanda acabaria por se apaixonar por ele na vida real, mesmo que ela saiba que supostamente ele está apaixonado por Lizzy. Mas com Lizzy ausente, Amanda não tenta pará-lo. Na verdade, Darcy vai ao ponto de propor e ela aceita ... e em uma recriação da clássica cena favorita de todos da minissérie, ela o vê saindo de um lago no jardim de Pemberley, comentando ter passado por um “estranho momento pós-moderno”.
Na verdade toda a mini-série é um momento pós-moderno, a mistura do passado e do presente, mas ainda contém a moral e as noções da época anterior, incluindo complicações que surgem quando Darcy descobre que Amanda esteve com um homem antes.
De repente, Amanda é transportada de volta para a moderna Inglaterra, onde encontra Elizabeth trabalhando como babá. Lizzy não só está adaptada em sua nova vida, cortando o cabelo curto, ela também descobriu os romances de Jane Austen! Aqui vemos outra questão colocada em contraste com o passado: e se Lizzy entrou em nosso mundo com o mesmo espírito independente retratado nos livros? Como ela reage às nossas vidas? E será que ela quer voltar, depois de ter essa independência? Lost in Austen teoriza que ela estaria muito feliz no mundo moderno para querer voltar ao que conhece. Embora ela tente, e ainda conheça Mr. Darcy, ela ainda se encontra insatisfeita com sua vida passada. Quando Amanda volta a Longbourn do futuro, ela está triste com a forma de consertar as coisas, especialmente quando percebe que Lizzy e Darcy não têm nenhum interesse um no outro. No entanto, sob os auspícios de Lady Catherine de Bourgh, tudo está situado no mundo de Austen. Bem, quase tudo. Lizzy retorna à moderna Inglaterra, sob a bênção de seu pai, e Amanda viaja para Pemberley onde Mr. Darcy aceita-a uma segunda vez.
Muitas vezes, todas nós desejamos poder entrar em nosso livro favorito, ser o nosso personagem favorito e ser tiradas do chão por um herói bonitão. Lost in Austen maravilhosamente examina a idéia com voltas e reviravoltas que deixa o espectador atordoado e satisfeito. Embora não possa ser assim para o grave purista de Austen, muitos que gostam de Austen apreciarão esta nova adaptação de um clássico favorito.

Becaming Jane: The unauthorized biography (Costume Chronicles - Jane Austen Especial 2)

Outro artigo do segundo volume especial sobre Jane Austen. Este é muito bom.

Another article from the second special volume about Jane Austen. This is really good.

Amor e Inocência: Uma biografia não autorizada (Becaming Jane: The unauthorized biography)
Autora (Author): Hannah Kingsley


O filme Amor e Inocência foi lançado em 2007 e criado em 1795. A Jane deste filme está em seus 20 anos, mal-humorada e espirituosa como se poderia esperar, mas para alguns, o filme não correspondeu às expectativas. Embora eu goste do filme por muitas razões, é compreensível que muitos fãs podem não estar tão interessados nessa versão da vida de Jane Austen. Amantes de figurinos encontram muito para se embasbacar com os vestidos suntuosos e gravatas formais de Amor e Inocência, mas também verão figurinos que são claramente da época errada. Fãs de Jane Austen pode desfrutar do espírito independente da Jane interpretada por Anne Hathaway, mas ficam estarrecidos com a tentativa de Hathaway com o sotaque britânico. A trama toda é questionável em sua apresentação como uma história da história de Jane Austen, assim como grande parte da história é fabricada em vez de ser fiel à sua vida, e há mais algumas cutucadas e momentos trêmulos que merecem apenas uma avaliação-PG (por incrível que pareça, o filme foi re-avaliado a partir da classificação PG-13 para PG). No entanto, apesar de tudo isso, há algo sobre esse filme que eu acho encantador.
Há tanto para encontrar em Amor e Incocência que imita cenas dos romances de Jane Austen, que pode ser divertido tentar procurar. Por exemplo, há um “momento Mr. Darcy”, quando Jane acidentalmente ouve Tom Lefroy comentando sobre a qualidade de sua oratória. Ele chama sua escrita de não marcante” e apenas “mais ou menos”, semelhante a Mr. Darcy falando de Elizabeth Bennet como não sendo suficientemente bonita para tentá-lo. Isso foi feito intencionalmente, como você verá se assistir os bônus do filme. Outro ângulo da situação é a idéia de que o real Tom Lefroy pode ter influenciado a redação do personagem Mr. Darcy, que é levemente aludido no filme e uma possibilidade histórica.
Embora eu deva concordar com aqueles que dizem que Amor e Inocência é mais um conto de ficção do que um baseado na verdade, é repleto de iguarias históricas da vida de Jane Austen que algum bom leitor pode reconhecer e não é totalmente uma história de ficção. É, no entanto, mais verdade do que ficção, no sentido de que ela revela temas como a dificuldade em depender de alguém por uma fonte de renda na sociedade regencial, seja homem ou mulher. É bem sabido que a maioria das mulheres deste período teve que se casar por segurança financeira, mas os homens não estavam isentos das restrições da sociedade. No filme, o talentoso James McAvoy interpreta Tom Lefroy, um estudante de direito que está confiante na dependência de seu tio. Os parentes próximos de Lefroy são pobres e dependentes de sua assistência financeira, complicando ainda mais sua situação financeira. Esta complexidade de conexões familiares e a dispersão da riqueza são fundamentais para a trama, já que detém a chave para a felicidade futura entre Jane e Tom. No entanto, surpreendentemente, ao contrário das histórias de Jane Austen, uma grande verdade de sua vida é enfatizada: Jane nunca se casou. É fácil ser pego na história de amor do filme e convenientemente esquecer esse fato, até alguém ser forçado a compreender, através de um fim trágico que parece mais amargo que doce. Ele deixa a cargo da imaginação como a ausência de um marido afetou a escrita de Jane Austen e o que sua vida teria sido se as circunstâncias tivessem sido diferentes. Se ela não tivesse sido pobre, teria sido obrigada a escrever os romances que lemos hoje? Sabe-se que uma quantidade significativa de sua correspondência com a irmã, Cassandra, foi destruida; elas poderiam ter revelado esperanças frustradas, um passado tão trágico quanto o fim de Amor e Inocência? Talvez as cartas guardem um mistério desta natureza e, portanto, tem sido o tema de alguma fan-ficiton.
O pouco de verdade a ser encontrada aqui é que Tom Lefroy foi mencionado em duas cartas da correspondência sobrevivente entre as irmãs Jane Austen e Cassandra, parte da inspiração para Amor e Inocência. Existe alguma base para esta idéia, pois o real Tom Lefroy confessou ter amado Jane Austen, mas chamou de “amor juvenil”. No entanto, no momento em que foi questionado, ele já havia sido casado com sua esposa Mary por 71 anos. Talvez ele pudesse ter descrito seus sentimentos por Jane Austen de modo diferente em outro momento em sua vida. Tom Lefroy nomeou uma de suas filhas Jane, levando alguns a sugerir que ele realmente tinha sentimentos mais profundos por ela que escolheu admitir, mas isso nunca foi comprovado.
Talvez Amor e Inocência não seja exatamente um livro fiel sobre a vida de Jane Austen, principalmente porque as personagens do filme apresentam muito menos decoro e restrição do que se poderia imaginar, mas enquanto não é “kosher” Jane, propriedade, honra e sensibilidade triunfam no fim, e no caráter sofredor de Jane deve haver algum consolo. Em algum lugar no fundo de sua “Jane Austen” há realmente uma Jane real. Ela só se mostra um pouco, bem como um encontro com a dura realidade. Os temas das expectativas de classe e gênero são fortes neste filme, mas o que corre profundamente do começo ao fim não é tanto a história como uma história divertida e um final de tirar o fôlego, resumindo o que algumas pessoas se perguntam sobre Jane Austen. Teve a sua história de vida realmente um final feliz?

Zombies, werewolves and sea monsters (Oh my!) (Costume Chronicles - Jane Austen Especial 2)


Este é o primeiro artigo de Costume Chronicles, Vol.1, 2011 - Jane Austen Special 2.

This is the first article from Costume Chronicles, Vol.1, 2011 - Jane Austen Special 2.

Zumbis, lobisomens e monstros marinhos (Minha nossa!)(Zombies, werewolves and sea monsters (Oh my!))
Autora (Author): Esther Archer


“É uma verdade universalmente reconhecida que um zumbi em posse de cérebro deve estar em busca de mais cérebros” é a frase de abertura da adaptação de Seth Graham-Smith da tradicional obra de Jane Austen Orgulho e Preconceito, agora apropriadamente chamada Orgulho e Preconceito e os Zumbis.
Devo confessar desde o início que essa e outras adaptações semelhantes não me ofendem. Na verdade eu vejo isso como algo positivo, pois trouxe “Jane Austen” de volta a conversa diária e deu novo entusiasmo na cultura sobre Austen e seus escritos. Tenho notado duas reações opostas a esta recente “reescrita” dos clássicos de Austen. Os fãs, ou ficam absolutamente horrorizados que outro autor ouse tocar a perfeição e arruiná-la completamente ou tomam como uma homenagem humorada a um clássico que todos leram ou assistiram e desfrutam da nova reviravolta na história. Este novo “monstro do gênero mash-up” abriu um mundo de literatura para aqueles que anteriormente não teriam tocado a preferência por Austen. Nesta versão, Elizabeth Bennet é uma menina briguenta que carrega uma espada, matando zumbis em seu caminho para visitar sua irmã doente em Netherfield. Minha experiência pessoal com este livro é ter visto homens pegando um “romance clássico” sem temer longas horas de leitura de uma história “para meninas”.
O aspecto do “horror” não é algo novo para o mundo de Jane Austen. Todo mês de outubro a “Derbyshire Writers' Guild” realiza um evento chamado “Jane Austen October Gothic Horror Nonsense Challenge” (JAOctGoHoNo para encurtar). Isto é onde essencialmente nasceu Jane Austen misturada ao horror gótico. Seth Graham-Smith só foi um pouco mais longe e teve sua fan-fiction publicada. Agora ele está sendo transformado em um filme, atualmente em fase de desenvolvimento. Outros romances semelhantes foram lançados no mercado: Sense & Sensibility & Sea Monsters, Emma & the werewolves, Mansfield Park & Mummies, e Mr. Darcy, Vampyre. O fenômeno também produziu uma seqüência, uma graphic novel, e um jogo íncrivel para iPhone.
Não só Jane tem sido revitalizada no aspecto de terror, mas ela também tem impactado o mundo do cinema moderno. Na série Diário de Bridget Jones, existem muitas semelhanças com Orgulho e Preconceito. Uma das mais óbvias é que o namorado de Bridget chama-se “Darcy” e também é interpretado por Colin Firth, o ator que interpretou Darcy na versão de 1995 da minissérie Orgulho e Preconceito. Outras adaptações modernas de Austen incluem Bride & Prejudice (Bollywood), Lost in Austen e Clueless (uma adaptação de Emma), todos os quais se inspirararam em seus livros e colocaram seu próprio toque no original.
Meu pessoal favorito é uma adição recente ao fenômeno de Jane Austen na cultura pop. É um falso trailer intitulado Jane Austen’s fight club. A primeira regra do clube da luta é não falar dele, no entanto, acho que estou autorizada a quebrar a regra só desta vez. No mundo dos personagens de Jane Austen, Fanny, Emma e as irmãs Dashwood foram confinados por uma sociedade que não permitia-lhes a liberdade ... até que ela chegou. Então tudo mudou - Lizzie as apresentou ao conceito de “clube de luta”, e as fez não mais parte da “boa sociedade”. Vale a pena uma visita pelo menos uma vez (ou 20 vezes, se você é como eu!).
Finalmente, a maneira de dizer se um autor realmente teve um impacto sobre a sociedade não é se eles ganharam prêmios de prestígio, nem quantas semanas eles estão na lista dos mais vendidos, mas se tiverem uma figura de ação. Sim, você leu corretamente, uma figura de ação. Seguindo os passos de Shakespeare, Charles Dickens e Oscar Wilde, Jane Austen é uma das poucas mulheres literárias a ter sua própria figura de ação. Ela ainda vem com sua própria secretária e caneta de pena! Jane Austen tinha sagacidade, então o que mais se pode pedir na área de proteção em sua figura de ação? Jane Austen faz com que todos perguntem: “Quem era Super-Homem?” Eu vejo o impacto de Jane sobre a cultura pop como algo positivo, ainda que nada possa ser melhor que o original. Enquanto Jane não está mais aqui, ela ainda está sempre a “reinventar-se”, aparecendo em ondas diferentes e de diversas formas, o que lhe permite nunca desaparecer ou ser esquecida. Haverá sempre uma geração precisando de educação sobre Austen, então sua exibição na cultura pop é uma maneira de apresentá-la a uma raça inteiramente nova de leitores.

The modernization of Jane Austen (Costume Chronicles - Jane Austen Especial 1)

Como prometi, aqui está o primeiro artigo traduzido, publicado na Costume Chronicles, Vol.6, 2010 - Jane Austen Special 1.

As I promised, here it is the first translate article published in Costume Chronicles, Vol.6, 2010 - Jane Austen Special 1.

A modernização de Jane Austen (The modernization of Jane Austen)
Autora (Author): Katie Slawson


Adaptação, algo com que o qual todos os grandes leitores e amantes do cinema já devem ter se deparado em algum momento. Cedo ou tarde, autores considerados pela sociedade como sucessos (ou pelo menos suficientemente interessantes) terão uma de suas obras adaptadas para outro meio. Na era vitoriana, obras literárias populares, tais como Jane Eyre de Charlotte Bronte e Drácula de Bram Stoker foram modificadas e apresentadas como peças de teatro. Uma vez que muitas cenas eram claramente impossíveis de serem realizadas, estas peças tomaram lugar em “salas” um pouco diferentes, preenchidas com o material original adaptado de acordo. Não há nenhuma surpresa, então, que com o advento da imagem em movimento no final do século XIX e a ascensão de Hollywood no início do século XX, os estúdios rapidamente mudassem para produzir adaptações de clássicos muito amados. Jane Austen é uma romancista tal que teve todos os seis trabalhos publicados adaptados em um grande filme ou mini-série.
A fim de compreender plenamente essas novas versões de romances clássicos como filmes, os espectadores também devem estar cientes que a adaptação não significa apenas a mudança literal necessária para transformar a palavra escrita no meio visual de um filme. Isso também significa que o trabalho em si poderia ser moldado e modificado a fim de se adaptar às condições atuais e pontos de vista da época, sejam elas sociais, políticas, éticas ou ateístas. Essencialmente, os romances não são apenas alterados a fim de fazer a transição entre página e tela, eles também são alterados para refletir melhor a cultura moderna e sensibilidades do momento. Sim, é verdade que existem adaptações de romances de Austen, como Clueless e O Diário de Bridget Jones, que são remakes literalmente modernos, sendo suas sugestões de Emma e Orgulho e Preconceito, respectivamente, mas pode-se dizer que mesmo as adaptações destinadas ao público durante o período de Austen são modernziadas de várias maneiras.
Muitos espectadores não totalmente em sintonia com o período de tempo específico que estão observando na tela podem não perceber que muitos elementos do filme em si, das roupas, opções de cores, cabelo e maquiagem até o diálogo e até mesmo uma ênfase em uma parte do roteiro sobre outro são todas escolhas feitas pelo escritor, diretor, produtor, figurinista e pela equipe de produção para ajudar a aclimatar o espectador moderno e aceitar o que eles estão vendo na tela. Às vezes, essas escolhas são feitas propositadamente, enquanto outras mudanças são feitas inconscientemente. Mas as adaptações de Jane Austen são financiáveis e pode contar que trazem uma audiência significativa. Pessoas simplesmente apresentadas a Austen podem sair do cinema com a impressão de que o que elas viram foi uma representação fiel do romance e do período de tempo em que ocorreu, quando nenhuma das numerosas adaptações podem ser consideradas totalmente fiéis ao trabalho de Austen.
Hollywood deve dar graças quando se trata de adaptações dos romances de Jane Austen. Afinal, alguns dos seus trabalhos tem muito pouco diálogo, além dos pensamentos internos dos protagonistas e, portanto, um script para mover a história deve ser elaborado ou ajustado a fim de continuar o enredo. Em outros momentos, faz sentido omitir um personagem ou combinar dois personagens devido ao tempo e funcionalidade. Certamente, janeites em todos os lugares podem gritar interiormente e protestar, mas no final do dia nenhuma adaptação de um romance pode ser descrita com precisão na tela, não só devido a tempo e razões orçamentais, mas também porque duas pessoas não tem a mesma visão do que um romance deve ser. É aí que reside o verdadeiro problema com as adaptações porque, enquanto não há uma visão do que Austen deve ser, há coisas muito reais que os filmes de Jane Austen não devem ser.
Ao longo dos anos, Hollywood tem tentado moldar sua visão do que Jane Austen escreveu com base em sua própria mentalidade ou sobre o que iria vender ingressos para o cinema. Uma pessoa que viu a primeira produção de cinema de Orgulho e Preconceito, em 1940, estrelada por Greer Garson e Laurence Olivier, viu um filme especificamente adaptado aos ideais do dia. Da mesma forma, alguém que viu a versão de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen viu um filme que se adequava a perspectiva geral do espectador moderno e sua opinião sobre Jane Austen. Enquanto o slogan de produção de 1940 propagava: “Five grgeous beauties on a mad-cap manhunt!”, a tagline de 2005 dizia “Experience the greatest love story of all time.” Para o observador casual, isso pode passar completamente despercebido e sem contestação, no entanto, a verdadeira Janeite sabe que Austen nem escreveu uma comédia screwball, nem romance, ainda que a comédia screwball tenha sido muito popular nas bilheterias de 40, como foi Laurence Olivier, e em 2005, todos ansiavam por romance, drama e Keira Knightley. Assim, Jane Austen foi adaptada para atender às necessidades e aos desejos do público corrente. Espectadores nos anos 40 podem ter ficado com a impressão de que Jane Austen estava escrevendo comédia, enquanto os membros da audiência em 2005 ficaram com a impressão de que ela era uma grande romântica. A verdade, é claro, está em algum lugar entre ambos, pois Jane Austen escrevia sátira, algo que algumas adaptações parecem entender com menos sucesso do que outras.
O equívoco de que as histórias de Jane Austen são romances é um erro fácil de fazer para alguém não familiarizado com as obras. O início dos anos 90 viu um ressurgimento enorme das adaptações de Jane Austen e com eles a insistência de que a autora escrevia romance. Personagens em muitas das adaptações mais recentes são íntimos entre si de tal forma que nunca seriam na época de Austen, ainda que o telespectador médio de hoje seja considerado por Hollywood como demasiado impaciente para passar por um namoro longo, que envolva não muito mais do que falar sobre a família e o tempo e não termine em beijos apaixonados. Quando Hollywood obriga o espectador e dá o que ele quer ver, ela apenas promove a idéia de que Austen é romance. A versão de 1995 de Razão e Sensibilidade sofreu muito com este problema. Enquanto o maravilhoso roteiro de Emma Thompson consegue captar muito bem uma boa dose da sagacidade de Austen, muitas das cenas em que Marianne chora por Willoughby ou se joga na cama são feitas como cenas legitimamente dramáticas e não como tolas, a garota sofrendo por amor agindo dramaticamente. Enquanto no romance, o leitor pode simpatizar com o fato de que Marianne tenha sido levada e usada erroneamente por um homem, supostamente não devemos encorajar suas exibições dramáticas. Até o momento em que o filme começa a se aproximar do fim, Marianne é mostrada ao público andando na chuva e olhando, doente de amor, além das colinas para a casa de seu amado Willoughby enquanto recita poesia. É uma cena bonita, no entanto mais adequada a um romance gótico do que a uma sátira, algo que aqueles que leram Abadia de Northanger de Jane Austen podem achar altamente irônico.
Não só Austen foi adaptada para o gênero com o qual o público em geral, erroneamente, associa a ela, também a aparência geral de cada filme é atualizada de acordo com o que é o padrão de beleza de cada década. Estrelas populares são escaladas para o elenco porque se encaixam no molde do que o público vê como belo. Os penteados são quase sempre contemporâneos ou, pelo menos, uma adaptação moderna de um penteado de época, enquanto a maquiagem sempre reflete a época do público. As cinco garotas Bennet em Orgulho e Preconceito de 1940 são mostradas ostentando as sobrancelhas finas e arqueadas e o batom vermelho pesado da moda na década de 30, enquanto Orgulho e Preconceito de 1995 e Emma de 1996 favoreceram uma sobrancelha mais natural e maquiagem em tons de coral e rosa para seus personagens, com o Orgulho e Preconceito de 2005 retratando os lábios mais naturais e sombras em tons diferentes de marrom. Trajes também ecoam a época em que o filme foi feito, em vez do período em que a história supostamente acontece, mesmo que um figurinista se esforce para precisar o figurino do período. Normalmente, escolhas padrões de tecido e cores são feitas do que seriam usados em uma tentativa de ser mais amigável aos olhos de um espectador moderno, com a maioria das adaptações também optando por mostrar um pouco mais de decote do que seria considerado adequado. Joe Wright, diretor de Orgulho e Preconceito de 2005, percebeu que a linha de cintura império da época era desagradável e pediu a figurinista Jaqueline Durran para reduzi-las. A versão de 1940 foi tão longe que colocou o filme na década de 30 para que os vestidos fossem mais vibrantes e distantes na tela do que os vestidos simples em linha reta da Regência. No entanto, os vestidos ainda claramente representaram um 1930 ateísta em suas escolhas, com muitas listras diagonais e muitas das peças cortadas em viés, o que permitiu aos vestidos acentuar e se agarrar melhor as curvas da atriz. O período de 2007-2009 viu cinco de seis trabalhos publicados de Austen adaptados para a televisão, com cada um usando maquiagem e penteados modernos em sua maioria. Os trajes eram de época, mas quase todos foram reciclados de outros filmes, pois foram feitos durante o tempo em que a economia estava em apuros e os orçamentos dos filme estavam sendo bastante reduzidos.
No entanto, o visual dos personagens no filme não é a única coisa em perigo de ser modernizado pela nossa sociedade. Jane Austen também foi transformada para ser mais agradável aos olhos do espectador. Um retrato de Jane pintado por sua irmã Cassandra em 1810, quando Jane tinha 35 anos, foi refeito e refeito várias vezes ao longo dos anos. A versão vitoriana fez seus olhos muito maiores e suavizou suas feições, enquanto recentemente, quando a editora Wordsworth Editions Ltd. considerou Miss Austen muito pouco atraente para a capa de um livro sobre sua vida, criou uma versão do retrato que não somente acrescentou maquiagem, mas tirou a touca para revelar todos os seus cabelos, algo que a real Jane Austen raramente fez.
Outro elemento da adaptação que é completamente trazido para a época em que foi feita é o diálogo. Certas obras de Austen tem mais diálogo do que outras e o que existe é dito de uma forma que poderia sobressaltar um espectador moderno. Assim, o diálogo muitas vezes é modernizado, mas às vezes o roteirista vai tão longe que inventa conversas e palavras que os personagens nunca disseram e, em alguns casos, nunca teriam dito. Desde que os roteiros dos filmes devem apelar a um público amplo que não pode estar familiarizado com o modo de vida na Inglaterra regencial, muitos escritores sentem a necessidade de ter personagens comentando a situação atual. "Ele me oferece uma casa confortável e proteção. Eu tenho 27 anos de idade. Não tenho dinheiro nem perspectivas. Eu já sou um fardo para os meus pais", diz Charlotte Lucas na versão de 2005 de Orgulho e Preconceito, para o caso de que a audiência não esteja clara quanto às razões pelas quais Charlotte se casaria com alguém tão tolo quanto Mr.Collins. Em Razão e Sensiblidade de 1995, Elinor declara que "Casas passam de pai para filho, e não de pai para filha." A idéia de uma mulher casar por segurança, em vez de amor, e a dificuldade que envolve famílias bem colocadas seriam situações já totalmente compreendidas durante a época de Austen.
Infelizmente, os roteiristas não param de escrever expondo os motivos claramente, mas também vão bem longe ao inserir modernas convicções políticas ou até mesmo ao mudar um personagem completamente. Muitas das heroínas de Jane Austen no filme são retratadas com uma ligeira inclinação feminista, em falta nos originais. A versão de 1999 de Mansfield Park vai mais longe a ponto de transformar a personalidade da silenciosa e pensativa Fanny Price, em uma menina alta e barulhenta. Suas ações são mostradas sob uma ótica feminista, em vez de baseados na fé e na vontade de fazer a coisa certa. Uma breve referência à escravidão no livro torna-se um tema presente em todo o filme, com Fanny vendo um navio negreiro no oceano, enquanto Edmund a lembra que Mansfield Park existe inteiramente por causa das plantações em Antígua e, assim, devido ao comércio de escravos. Este é um exemplo de colocar crenças modernas em um filme e tentar fazer de Austen algo que ela não era. Enquanto não sabemos sua visão sobre o assunto da escravidão, sabemos que suas obras giram em torno do casamento, não da política, e além de uma referência ou duas aos soldados, raramente há qualquer alusão à política do dia.
Muitas vezes, os aspectos modernos menos visíveis das adaptações são os movimentos corporais dos personagens. A era regencial viu ambos os sexos agindo com civilidade e decoro na presença dos outros. Isto significava sentar-se em linha reta com as mãos colocadas uma sobre a outra no colo ou dar pequenos passos graciosos ao andar. Orgulho e Preconceito de 2005 tem as mais jovens das irmãs Bennet correndo e pulando em cada volta. Lizzy está propensa a colocar os pés sobre os móveis quando senta-se na presença de sua família, dobrando os joelhos sob o queixo, enquanto Mrs. Bennet pode ser vista desleixadamente em sua cadeira na mesa de jantar em mais de uma ocasião. Mansfield Park de 1999 tem Fanny e Edmund correndo pela casa gritando enquanto arremessam seus casacos um para o outro. Jim O'Hanlon, o diretor de Emma de 2009, realmente encorajou seus atores a usar uma linguagem corporal moderna, assim, Emma anda com pouca graça e é vista desleixadamente em sua escrivaninha.
Por todas estas razões, não pode haver dúvida de que qualquer adaptação do trabalho de Jane Austen poderia ser chamada de uma representação adequada da época. Certamente, algumas produções são louvadas sobre outras por serem mais precisas, mas isso simplesmente significa que as alterações feitas para o espectador eram mais sutis, e muitas vezes uma visualização feita anos depois pode ajudar a revelar o quão bem datada uma adaptação realmente foi.
O que Jane Austen acharia se visse algumas das suas obras adaptadas ao cinema? Ela ficaria horrorizada ao ver mulheres atuando com tão pouco decoro? Ela ficaria triste ao constatar que a sociedade tinha transformado suas obras satíricas em romances? Talvez ela ficasse desapontada ou talvez o cínico nela, que tão incisivamente riu dos costumes da sociedade, acharia divertida a forma como o público optou por assimilar aspectos de seu trabalho que prefere, ignorando outros. Não há nenhuma maneira de saber como Austen reagiria, mas não há dúvida de que o público continuará a afluir as adaptações de sua obra. A questão real é onde a sociedade moderna levará Jane Austen?