30 de dez de 2011

Feliz Ano Novo!


Mais um ano chega ao fim. 2011 foi um ano muito importante para mim por vários motivos: meu TCC sobre J.R.R. Tolkien foi aprovado com nota máxima; conclui meu (segundo) curso de graduação, Biblioteconomia (UFPA); e completei um quarto de século. Também consegui mais seguidores para meus blogs e pude atualizar ambos com mais freqüência.
Também li mais, consegui completar os desafios literários da vida e espero poder fazer o mesmo em 2012. Ganhei os livros que queria de natal, incluindo o Box Jane Austen da BestBolso e O Hobbit (graphic novel). Além desses, também tenho na minha booklist de Austen e Tolkien algumas sequels de Austen, começando com Mr. Darcy’s diary e Captain Wentworth’s diary. Também tenho Aprendi com Jane Austen e Eu fui a melhor amiga de Jane Austen. Sobre Tolkien, tenho Onde habitam os dragões e claro, como 2012 é o ano de lançamento da primeira parte do filme O Hobbit, nada mais natural que a releitura desse livro (do qual não me canso jamais).
Em 2012, o Meu Cantinho Literário fará 2 anos e eu espero conseguir comemorar de um jeito bem legal. Estou até evitando planejar, porque tudo que eu planejo dá errado, mas vou tentar fazer uma coisa bacana.
Bom, é isso. Obrigada a todos que começaram a seguir o blog esse ano e espero que continue comigo. Um Feliz Ano Novo a todo mundo e que todos os seus desejos se realizem.

22 de dez de 2011

Letters from Father Christmas


"Every December an envelope bearing a stamp from the North Pole would arrive for J.R.R. Tolkien's children. Inside would be a letter in a strange, spidery handwriting and a beautiful colored drawing or painting. The letters were from Father Christmas.
They told wonderful tales of life at the North Pole: how the reindeer got loose and scattered presents all over the place; how the accident-prone North Polar Bear climbed the North Pole and fell through the roof of Father Christmas's house into the dining room; how he broke the Moon into four pieces and made the Man in it fall into the back garden; how there were wars with the troublesome horde of goblins who lived in the caves beneath the house, and many more.
No reader, young or old, can fail to be charmed by Tolkien's inventiveness in this classic holiday treat."

Esse livro é muito lindo, uma leitura perfeita para o Natal. Além de mostrar um pouco da intimidade de J.R.R. Tolkien, o livro é recheado de ilustrações (dos postais e cartas trocadas entre Tolkien e seus filhos). Eu gostei porque até em uma história inocente existe um alfabeto inventado pelo autor. Uma coisa que me chamou a atenção é quando ele lamenta que seus filhos já estejam grandes demais para receberem cartas do Pai Natal, e mesmo assim não desanima. Adorei demais.

Um Guia Bibliográfico sobre Jane Austen e sua obra

Finalmente!!!!!!!! Quase dois meses depois do Bicentenário de Razão e Sensibilidade, quando eu tinha a intenção de postar isso, terminei o guia bibliográfico de Jane Austen. Já disponibilizei o de J.K. Rowling, então agora faltam somente os de J.R.R. Tolkien e C.S.Lewis.

No guia de Jane Austen, disponibilizei referências das obras da autora (como existem várias edições em português, optei por catalogar as primeiras, apesar de existirem algumas incertezas), referências biográficas e baseadas. Neste último quesito, as chamadas sequels são as mais numerosas. Tem para todos os gostos.
Como o guia de Rowling, o de Austen não está finalizado, já que todo ano surgem novas obras. Estarei constantemente atualizando e notificando via facebook e twitter. Aí está.

Jane Austen References

Por que ler Tolkien? Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?


Essa é uma ótima pergunta, e garanto que muitas pessoas já me fizeram. Foi um dos motivos pelos quais resolvi abordar o autor em meu TCC (também espero ter respondido essa pergunta).
O artigo Por que ler Tolkien? Qual é o grande mérito de O Senhor dos Anéis?, escrito por Rogério Lacaz-Ruiz, demonstra muito mais que os motivos para ler O Senhor dos Anéis, mas também a contribuição que a leitura desta obra fornece ao seu leitor. Texto retirado do site Portal da Família.

Deus parece que brinca de esconde-esconde com o homem. Ainda que de forma imperfeita, os homens que viveram antes de Cristo criaram deuses e semi-deuses em suas mitologias, uma vez que não conheciam a Deus. Foi justamente esta uma das inspirações de Tolkien para os seus livros: esta "fantasia" do homem na procura do transcendente. O Senhor dos Anéis virou uma obra literária de referência, conquistando milhões de fãs no mundo inteiro. Na Inglaterra, por exemplo, a história que envolve magia e seres fantásticos só vende menos do que a Bíblia. Esta é a chamada no site Submarino para a obra mais conhecida de Tolkien. E onde está a magia destes seres fantásticos? Justamente naquilo que o autor de O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, chama de "sub-criação". Criar é um ato divino; sub-criar, um ato humano.O exercício da sub-criação é uma realidade observada em todas as pessoas. Todas?! Sim, todas as pessoas podem sub-criar, de certa maneira, seus mundos. A criança cria o seu mundo, o mesmo ocorrendo com o jovem e o adulto.
O grande insight (compreensão clara da natureza íntima de uma coisa) de Tolkien ao escrever seus livros foi o de sub-criar um mundo com todos os detalhes. O autor dizia que, para escrever este tipo de história, é preciso fazer em primeiro lugar um mapa. Caso contrário seria impossível dar continuidade à história que escrevia. Dias e noites, órbitas das luas, distâncias percorridas pelos personagens, localização de cada personagem no tempo e no espaço, tudo isto é pensado pelo autor em cada página do seu livro. Os locais e personagens existem em harmonia no seu mundo sub-criado: a Terra Média. Esta perfeição é o grande atrativo de suas obras.
Mas para que fazer uma sub-criação? Por que criar um mundo novo? E o mais curioso, um mundo que não existiu, não existe, e provavelmente nunca existirá.Ao criar um mundo, é preciso conhecer o homem, o bem o mal; a coragem e a covardia; a grandeza e a pequenez; no fundo, é preciso conhecer-se e conhecer o outro, a natureza das coisas. Ao longo da narração é possível participar da aventura em cada cena, ser um personagem, ser o pobre, ser o rico, ser o medroso, ser o paciente. Ler Tolkien é ler as nossas mentes, é refletir sobre nossas atitudes, nossa postura diante do mundo. Se alguém atuou assim na Terra Média, como atuaria eu nesta terra? Tolkien, de certa maneira, nos obriga a pensar, a buscar uma resposta para nossas vidas, e inclusive para a realidade da morte O homem pensa, raciocina, busca simplificar a vida. E, em um mundo fora do seu, permite que veja o seu mundo de fora para dentro.
Tolkien experimentou a vida em seus livros, e vivia a sua vida consigo mesmo e com os seus, e, por que não dizer, com Deus. Ao sub-criar, imaginava como Deus fez para criar e manter no ser cada coisa. Desta forma se enxergava a grandeza de Deus, sua infinitude, e nossa finitude. A fantasia não muda a natureza das coisas deste mundo, mas cria outro em que poderíamos viver. Isto é, cria um mundo em que as leis físicas, ainda que dando lugar ao estranho e ao maravilhoso, são coerentes e compreensíveis.
Ao sub-criar este mundo na mente, aprofunda-se na realidade humana, no conhecimento próprio, na existência das coisas, na grandeza e na pequenez do ser humano.
A leitura de Tolkien é um convite a viver o ato sub-criador com suas conseqüências: a compreensão da realidade e a alegria de descobrir no outro mundo criado, quem somos e o que estamos chamados a ser.
Quais as vantagens da sub-criação para a vida das pessoas? "Segundo Tolkien - nas palavras de um de seus biógrafos -, as obras nas quais o autor conseguiu uma sub-criação autêntica, como um mundo secundário, são supremas entre as do seu gênero porque oferecem ao leitor fantasia, recuperação, escape e consolação."
Fantasia é a arte sub-criadora em si; recuperação de voltar a uma visão clara: ver as coisas como realmente deveríamos vê-las; escape é uma fuga momentânea da realidade, do peso da vida, uma volta ao lar e aos sonhos da infância; e o consolo ao qual, de certa maneira, se assemelha a esperança: de que a nossa vida pode, como nos contos de fadas, ter o consolo de um final feliz.

17 de dez de 2011

The real Middle-earth

Um documentário muito bom sobre a Terra-média de J.R.R. Tolkien.



O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien é a obra de ficção mais popular jamais criada. É um conto de proporções épicas trazido à realidade através de seu cenário inesquecível, a Terra-média. A excelente trilogia introduz o mundo de Gandalf, Frodo e Aragorn, mas a indiscutível estrela do livro não pronuncia uma única palavra. É a própria Terra-média – o cenário inesquecível d’O Senhor dos Anéis – que permanece como a grande realização de Tolkien. Esse fascinante documentário nos leva pelos passos de Tolkien e investiga as paisagens e construções, os lugares e nomes que ajudaram a dar forma a Terra-média. 
Sir Ian Holm (Bilbo Baggins em A Sociedade do Anel) narra essa fascinante exploração por dentro de um mundo imaginário que parece tão real que nos faz debruçarmos sobre seus mapas e contemplarmos suas viagens e missões. 
Isso acontece porque as origens do mundo imanado por Tolkien foram inspiradas por lugares reais? Existiu um condado real no interior inglês que inspirou o Condado da Terra-média? Quais influências deram forma às terras escuras e mais problemáticas além de suas fronteiras? Como as línguas européias se fundiram no gênio criativo de Tolkien para a criação de um vocabulário que evoca lugares extraordinários ou aventuras heróicas? 
A jornada por The Real Middle Earth nos leva para as terras centrais ocidentais da Inglaterra, para Warwick e Oxford, para a antiga escola de Lancashire, para sítios de sepultamentos saxões e muitos outros lugares, incluindo os reais Pântanos Mortos, de outra forma conhecidos como os campos de batalha do Somme da Grande Guerra. 

Informações extras:
-Perfil de Stephen Raw, o desenhista oficial dos mapas d’O Senhor dos Anéis.
-Perfil da equipe de próteses por trás dos efeitos especiais d’O Senhor dos Anéis.
-Entrevistas estendidas com os estudiosos de Tolkien Helen Armstrong, Patrick Curry e John Garth.

O documentário inteiro pode ser visto no Youtube. E os extras podem ser vistos neste site ou na página do youtube de Jasonmedia.

The Inklings of Oxford Book Trailer

Um livro maravilhoso sobre os Inklings.


Com muitas fotografias, o livro introduz aos leitores a Oxford do famoso grupo formado por J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis.


Como fã de ambos autores, este é mais um livro que entra pra minha booklist.

16 de dez de 2011

Arqueólogos descobrem primeira casa de Jane Austen

No dia do aniversário de Jane Austen, um artigo interessante no site da BBC News notificou que arqueologistas descobriram o que podem ser os restos da casa da escritora em Steventon.


Jane Austen nasceu e viveu até 1801 na reitoria de Steventon. Foi também nessa casa que ela começou a escrever três de seus romances: Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito e Abadia de Northanger. Segundo o artigo, a casa foi demolida logo após a família se mudar para Bath, no início do século XIX. A arqueóloga que lidera a escavação, Debbie Charlton, afirma: "O foco principal do projeto é descobrir como era a primeira casa de Jane Austen."

Para ver o artigo, clique aqui. Agora, só nos resta esperar pelo resultado das pesquisas.

Novo blog do Jane Austen's House Museum


Só para comunicar: o novo blog do Jane Austen's House Museum foi inaugurado há uns dias atrás.


Para quem quiser dar uma olhada: http://janeaustenshousemuseumblog.com/ 

Happy Birthday, Jane Austen!



10 de dez de 2011

Literatura: Jane Austen

A revista Literatura desse mês tem Jane Austen como reportagem de capa. O artigo, escrito por Raquel Sallaberry Brião, do Jane Austen em Português, fala da vida da autora e de suas obras. A revista está disponível nas bancas, no entanto, o artigo completo pode ser visto no site da revista.


Eu gostei particularmente porque fala das primeiras edições em português das obras de Jane Austen no Brasil. Eu já havia falado com a Raquel antes, quando pesquisava sobre isso, e o artigo me fornece uma idéia geral.
Uma nota: ao postar essa notícia em seu blog, Raquel afirmou que as imagens encontradas na versão impressa diferem daquelas encontradas no site porque não foram fornecidas por ela. No entanto, o editor de arte Yuri Botti retificou a falha, então agora, no site, se encontram as imagens fornecidas por Raquel.

Revista Jane Austen em Portugal - Edição 10

Saiu a mais nova Revista Jane Austen em Portugal, edição de novembro. Esse mês, o tema central foi as relações familiares em Orgulho e Preconceito. Pra fazer o download, basta clicar aqui.


As meninas do Jane Austen Portugal também lançaram uma novidade: para comemorar o aniversário da escritora (16 de dezembro) e o aniversário do blog (2 anos), elas estão propondo um divertido passatempo: escrever um texto de tema livre sobre Jane Austen, abordando sua vida, suas obras, o primeiro contato com a obra e o que mais quiserem. E tem mais:

“Para já, apenas podemos prometer que todos os textos serão publicados no blogue no mês de Janeiro e, se assim o desejarem e autorizarem, farão parte das edições futuras da Revista online e gratuita do JAPT. Eventualmente, mas ainda estamos a sondar as editoras, o melhor texto seria premiado com um livro de Jane Austen. Assim que tivermos notícias sobre esta possibilidade, avisamos e estabelecemos os critérios para a escolha do melhor texto.”

Quem quiser participar, deve enviar os textos para o email janeaustenpt@sapo.pt até 31 de dezembro de 2011. Eu já estou nessa.

A pequena Jane Austen: Orgulho e Preconceito

Nunca é cedo para apresentar uma criança ao mundo da boa leitura. Acho que foi isso que pensaram quando resolveram publicar Little Miss Jane Austen: Pride and Prejudice.


Na Amazon, pode ser dada uma olhada básica no livro. As ilustrações são muito meigas. A Pequena Jane Austen: Orgulho e Preconceito, será lançado em dezembro pela editora Nova Fronteira. Não vejo a hora de ter meu exemplar em mãos.

J.R.R. Tolkien x Peter Jackson

Eu li dois artigos que comentavam a adaptação da trilogia O Senhor dos Anéis para o cinema: Why the film version of The Lord of the Rings betrays Tolkien's novel, de Ross Smith e Translating Tolkien's epic: Peter Jackson’s Lord of the Rings, de Claire Valente. Eu queria traduzir os artigos, mas como falavam basicamente sobre os mesmos elementos, resolvi compará-los e escrevi o artigo abaixo.

Caio Fábio - A mitologia de Tolkien: O Senhor dos Anéis

Mais uma discussão sobre O Senhor dos Anéis, de Tolkien. De acordo com o site JuniorBocelli, o pastor Caio Fábio e irmãos convidados discutem a obra segundo os evangelhos.


O download do vídeo na íntegra pode ser feito aqui. Ou então o bate papo pode ser visto dividido em 7 partes no youtube.