26 de nov de 2015

The Lord of the Rings (Brian Sibley)


Título: The Lord of the Rings: the making of the movie trilogy
Autor: Brian Sibley
Editora Houghton Mifflin Harcourt, 192p.

Este livro começa com uma descrição da noite de estréia do primeiro filme da trilogia O Senhor dos Anéis, depois pula para o início de tudo, quando Peter Jackson ainda estava no início da produção. Sibley descreve tudo sobre os dois primeiros filmes, incluindo figurino, os sets de filmagem, os efeitos usados, a trilha sonora, as armas, tudo. O livro tem muito material adicional, como fotos nunca vistas, e algumas informações que podem ser de conhecimento público, mas bem mais detalhadas, como por exemplo: o fato de Viggo ter sido o último ator a ser escalado e que ele chegou na Nova Zelândia quando todos os outros atores já haviam criado algum tipo de laço entre si; como ele já era um excelente cavaleiro (o que facilitou suas cenas a cavalo) e como ele mesmo “tomava conta” de sua espada.
Outras informações que eu nem fazia idéia e pensava uma coisa, quando na verdade era outra, exemplos: quando Gandalf cavalga Scadufax, usa uma sela branca que fica escondida sob seu figurino (eu pensei que ele montasse sem sela); o cadáver de Boromir no barco era um boneco tão real (eu achei que a mentira fosse o cenário, não o ator), que quando um assistente de produção encontrou-o deitado, achou que Sean Bean estava caído de bêbado; o figurino de Arwen difere do figurino dos outros elfos na cor propositadamente, já que nenhuns dos tons de cinza, verde e amarelos criados para os elfos combinavam, então criaram uma paleta de cores só para ela, com tons de azul e vermelho.
Gostei de saber como foi feita a sequência de cenas do nascimento do Uruk-hai: o ator teve que ser completamente coberto de próteses e praticamente preso em um saco de líquido (para mostrar que era um nascimento) por horas, a cada tomada, tiravam tudo dele, ele tomava banho e repetia-se todo o processo. Existe uma seção inteira para discutir a caracterização de Grima Língua-de-cobra, assim como mostra a criação dos livros e manuscritos que vemos nos filmes. Esse livro é fantástico. As fotos são maravilhosas. Eu geralmente prefiro os livros do Sibley do que os de Jude Fisher justamente por causa da quantidade de informações. Este livro não decepcionou nem um pouco. Completamente recomendado.

24 de nov de 2015

Trailer de Orgulho e Preconceito e zumbies

Eu fiquei meio fora do ar do blog em outubro, e não pude postar aqui com a freqüência que gostaria. Então, só agora estou podendo postar o trailer de Orgulho e Preconceito e zumbis, filme homônimo baseado no livro de Seth Grahame-Smith, que mostra uma versão mais trash do romance de Jane Austen.


Não li o livro e mesmo achando divertido o trailer, provavelmente só verei o filme (que estréia nos EUA em fevereiro mas não tem data marcada no Brasil) a título de curiosidade mesmo, já que esse tipo de mistura entre gêneros literários não me apetece.

19 de nov de 2015

Lançamentos: Beowulf e Ferreiro de Bosque Grande

Essa semana a editora WMF Martins Fontes anunciou os mais aguardados lançamentos do ano (pelo menos para mim :) )

  
 
     

Beowulf: uma tradução comentada e Ferreiro de Bosque Grande já se encontram a venda no site da editora, e custam R$ 59,90 e R$ 39,90 respectivamente.

17 de nov de 2015

Jane Austen and names (Maggie Lane)


Título: Jane Austen and names
Autora: Maggie Lane
Editora Endeavour, 91p.

No início, quando Jane Austen escrevia meramente para a o divertimento de sua família, sua intenção era fazer piada da moda literária do momento, e isso se refletiu nas escolhas dos nomes dos seus personagens: os homens eram Gustavus, Polydore e Philander; as mulheres eram Agatha, Amelia, Cecilia, Dorothea, Eloisa, Janetta, Laurina, Rosa, dentre vários outros. A partir do momento em que ela deixou começou a criar um mundo mais em sintonia com o mundo real, os nomes também se tornaram mais comuns. Em Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito, ainda existe uma influência do romance nos nomes. No entanto, a escrita de Abadia de Northanger já mostra uma escolha de nomenclatura mais diferente, visando adequar os nomes aos históricos familiares presentes na obra.
A forma como a autora lida com os nomes que escolhe para seus personagens contribui para o tom de cada romance (considerando Abadia de Northanger, Manfield Park e Emma). Também existe uma diferença em Persuasão, onde os nomes são sempre os mesmos, o que indica uma “esterilidade” na família de Anne. Em Sandition, Jane seleciona um novo método de escolha de nomes, ao mesmo tempo em que retoma o jeito burlesco do início de sua escrita.
De forma geral, o livro é informativo mesmo sendo curtinho (só 91 páginas), apesar de me cansar um pouco porque parecia que a autora ficava repetindo o mesmo conceito em diferentes contextos. De qualquer forma, eu recomendo porque mostra o que cada nome que Jane escolhia significava para ela e também é uma nova maneira de interpretar os livros dela.