23 de jul de 2011

Zombies, werewolves and sea monsters (Oh my!) (Costume Chronicles - Jane Austen Especial 2)


Este é o primeiro artigo de Costume Chronicles, Vol.1, 2011 - Jane Austen Special 2.

This is the first article from Costume Chronicles, Vol.1, 2011 - Jane Austen Special 2.

Zumbis, lobisomens e monstros marinhos (Minha nossa!)(Zombies, werewolves and sea monsters (Oh my!))
Autora (Author): Esther Archer


“É uma verdade universalmente reconhecida que um zumbi em posse de cérebro deve estar em busca de mais cérebros” é a frase de abertura da adaptação de Seth Graham-Smith da tradicional obra de Jane Austen Orgulho e Preconceito, agora apropriadamente chamada Orgulho e Preconceito e os Zumbis.
Devo confessar desde o início que essa e outras adaptações semelhantes não me ofendem. Na verdade eu vejo isso como algo positivo, pois trouxe “Jane Austen” de volta a conversa diária e deu novo entusiasmo na cultura sobre Austen e seus escritos. Tenho notado duas reações opostas a esta recente “reescrita” dos clássicos de Austen. Os fãs, ou ficam absolutamente horrorizados que outro autor ouse tocar a perfeição e arruiná-la completamente ou tomam como uma homenagem humorada a um clássico que todos leram ou assistiram e desfrutam da nova reviravolta na história. Este novo “monstro do gênero mash-up” abriu um mundo de literatura para aqueles que anteriormente não teriam tocado a preferência por Austen. Nesta versão, Elizabeth Bennet é uma menina briguenta que carrega uma espada, matando zumbis em seu caminho para visitar sua irmã doente em Netherfield. Minha experiência pessoal com este livro é ter visto homens pegando um “romance clássico” sem temer longas horas de leitura de uma história “para meninas”.
O aspecto do “horror” não é algo novo para o mundo de Jane Austen. Todo mês de outubro a “Derbyshire Writers' Guild” realiza um evento chamado “Jane Austen October Gothic Horror Nonsense Challenge” (JAOctGoHoNo para encurtar). Isto é onde essencialmente nasceu Jane Austen misturada ao horror gótico. Seth Graham-Smith só foi um pouco mais longe e teve sua fan-fiction publicada. Agora ele está sendo transformado em um filme, atualmente em fase de desenvolvimento. Outros romances semelhantes foram lançados no mercado: Sense & Sensibility & Sea Monsters, Emma & the werewolves, Mansfield Park & Mummies, e Mr. Darcy, Vampyre. O fenômeno também produziu uma seqüência, uma graphic novel, e um jogo íncrivel para iPhone.
Não só Jane tem sido revitalizada no aspecto de terror, mas ela também tem impactado o mundo do cinema moderno. Na série Diário de Bridget Jones, existem muitas semelhanças com Orgulho e Preconceito. Uma das mais óbvias é que o namorado de Bridget chama-se “Darcy” e também é interpretado por Colin Firth, o ator que interpretou Darcy na versão de 1995 da minissérie Orgulho e Preconceito. Outras adaptações modernas de Austen incluem Bride & Prejudice (Bollywood), Lost in Austen e Clueless (uma adaptação de Emma), todos os quais se inspirararam em seus livros e colocaram seu próprio toque no original.
Meu pessoal favorito é uma adição recente ao fenômeno de Jane Austen na cultura pop. É um falso trailer intitulado Jane Austen’s fight club. A primeira regra do clube da luta é não falar dele, no entanto, acho que estou autorizada a quebrar a regra só desta vez. No mundo dos personagens de Jane Austen, Fanny, Emma e as irmãs Dashwood foram confinados por uma sociedade que não permitia-lhes a liberdade ... até que ela chegou. Então tudo mudou - Lizzie as apresentou ao conceito de “clube de luta”, e as fez não mais parte da “boa sociedade”. Vale a pena uma visita pelo menos uma vez (ou 20 vezes, se você é como eu!).
Finalmente, a maneira de dizer se um autor realmente teve um impacto sobre a sociedade não é se eles ganharam prêmios de prestígio, nem quantas semanas eles estão na lista dos mais vendidos, mas se tiverem uma figura de ação. Sim, você leu corretamente, uma figura de ação. Seguindo os passos de Shakespeare, Charles Dickens e Oscar Wilde, Jane Austen é uma das poucas mulheres literárias a ter sua própria figura de ação. Ela ainda vem com sua própria secretária e caneta de pena! Jane Austen tinha sagacidade, então o que mais se pode pedir na área de proteção em sua figura de ação? Jane Austen faz com que todos perguntem: “Quem era Super-Homem?” Eu vejo o impacto de Jane sobre a cultura pop como algo positivo, ainda que nada possa ser melhor que o original. Enquanto Jane não está mais aqui, ela ainda está sempre a “reinventar-se”, aparecendo em ondas diferentes e de diversas formas, o que lhe permite nunca desaparecer ou ser esquecida. Haverá sempre uma geração precisando de educação sobre Austen, então sua exibição na cultura pop é uma maneira de apresentá-la a uma raça inteiramente nova de leitores.

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